Upcoming seminar in Lisbon, Portugal: “The Enlightenment versus Postmodernism”

On December 6, 2014, I’ll be giving a three-hour seminar for graduate students at the Catholic University of Portugal. My topic is “Two Narratives of Modernity: Enlightenment and Postmodern.” The seminar is hosted by the Institute for Political Studies and is part of its “Governance, Leadership and Democracy Studies” series.

Many thanks to Professor João Espada for the invitation. Thanks also to Ana Rita Rodrigues for her extremely efficient organization of the event.

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Abstract:
In this three-hour seminar, we will contrast two narratives of modernity, the Enlightenment and the Postmodern. Has the modern world made great progress, as neo-Enlightenment thinkers claim, or has the modern world’s evolution been a story of decline or regression, as Postmodernists claim? In the first hour, we will attempt to define and compare the two narratives: What is the Enlightenment? What is Postmodernism? In the second hour, we will explore Postmodernism’s connection to the evolution of Left thought from classical Marxism to the Frankfurt School to the New Left. In the third hour, we will explore the contrasting neo-Enlightenment claims of progress.

Reading List:
1. Stephen R. C. Hicks, “What Postmodernism Is,” Chapter 1 of Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault (Scholargy, 2004), pp. 1-22. Online PDF. Portuguese version here.
2. S. Hicks, “The Crisis of Socialism,” Chapter 5 of Explaining Postmodernism, pp. 135-173. Online PDF. Portuguese version here.
3. Indur M. Goklany, “Introduction,” The Improving State of the World: Why We’re Living Longer, Healthier, More Comfortable Lives on a Cleaner Planet (Cato Institute, 2007), pp. 1-15. Online excerpt.

Carvalheiro_LisbonRelated:
“Why did Portugal become a great exploring nation?” It will be a pleasure for me to visit again the place from which so many world-historical expeditions were launched.

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O renascimento do nazismo na Europa – não é somente racismo

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Um antigo fantasma está novamente assombrando a Europa — movimentos e partidos políticos neofascistas e neonazistas estão voltando à tona.

Essa reportagem no The Guardian destaca um aumento nos ataques aos judeus na França, Alemanha e Holanda. Mais ao leste e ao sul, partidos simpatizantes ao nazismo estão crescendo nas urnas em países como Hungria e Grécia, como relata essa reportagem do New York Times, acompanhada por ofensas verbais e violência física de seus defensores a imigrantes asiáticos e africanos.

É tudo muito repugnante e desanimador. Mas existem forças poderosas em ação que aqueles de nós que defendem liberdade, individualismo e tolerância devem compreender de forma a ser capaz de responder de forma precisa e decisiva.Golden Dawn rally

Nessas reportagens, foca-se no racismo. Na Grécia, por exemplo, os partidários da Aurora Dourada, que agora possuem representantes no parlamento, expressaram seu desejo de “livrar o país da sujeira”.

Mais precisamente, todavia, as reportagens deveriam focar no etnocentrismo. A hostilidade é, às vezes, direcionadas a indivíduos por causa da cor de sua pele, contudo, na maioria das vezes, ela é focada na religião, nacionalidade ou condição financeira, todas as quais perpassam muitas categorias raciais. Ver indivíduos como membros permutáveis de grupos raciais é uma parte do problema, mas tratar indivíduos primeiramente como membros de grupos étnicos é outra parte importante. Tanto o coletivismo biológico como o cultural estão em ação.

A maioria das reportagens, infelizmente, deixa escapar grande parte do fenômeno. Uma dica disso é que os partidos neofacistas são normalmente rotulados de partidos de “extrema direita” ou de “direita radical”, como o foram pelos jornalistas do The Guardian e do New York Times. E é aí onde a forma amplamente descreditada de expor o espectro político (direita x esquerda) e a falta de pesquisa geram muitos problemas para os jornalistas.

Veja o manifesto da Aurora Dourada, por exemplo, como declarado por um dos seus articulistas. Leia, atentamente, o ponto 8. De forma clara, em inglês e grego, afirma:

“O Estado deveria ter controle sob a propriedade privada de forma que ela não seja perigosa para a sobrevivência do povo ou que possa manipulá-lo. A economia deveria ser planificada de forma que sirva à política nacional e assegure a máxima autossuficiência sem dependência do mercado internacional e controle de qualquer companhia multinacional”.

Resumido em quatro subpontos:

1. Controle estatal da propriedade privada
2. Uma economia planificada
3. Isolamento dos mercados internacionais de capital, bens e talentos.
4. Empresas estrangeiras não são permitidas ou estão sujeitas a controles adicionais.

Todos os pontos supracitados são profundamente anticapitalistas e parte de uma longa tradição do socialismo – o outro socialismo, isto é: o nacional-socialismo. Como os autores do manifesto deixam claro no primeiro ponto, os integrantes da Aurora Dourada “opõem-se ao internacionalismo comunista e ao liberalismo universal”.

É claro, o “nacional-socialismo” nos remete a Adolf Hitler e Benito Mussolini e nos força a refletir sobre as lições da história. Aquela história está viva na mein-kampf-cover-1Grécia, os apoiadores da Aurora Dourada saudaram Hitler e cantaram a música Horst Wessel na parte de fora do parlamento em Atenas, e a hashtag #Hitlerwasright (tradução livre, #Hitlerestavacerto) hoje disfruta de muitas curtidas no Twitter. (E, incidentalmente, o livro A Minha Luta de Hitler foi um best-seller na Turquia em 2005).

Uma noção particular de identidade humana e uma noção particular de economia são ambas relevantes ao nacional-socialismo. E de acordo com seus defensores, existem conexões claras e fundamentais entre as duas. Podemos discordar, mas para entendê-las, não podemos ignorar a persistência dessa prática e sua contínua popularidade.

Volte à década de 1920, quando o Partido dos Trabalhadores Alemães, como era então chamado, e seu líder Adolf Hitler anunciou seu novo programa e a troca de nome para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (PNSTA). O programa do PNSTA listou 25 pontos: 14 dos 25 pontos relacionam as demandas econômicas socialistas. Essas incluem a nacionalização das indústrias, o confisco estatal de terras, a assistência social, previdência, educação e saúde providas pelo Estado, a abolição da cobrança de juros e da especulação de mercado, e assim por diante.

Em discursos e panfletos, Hitler e Goebbels atacam regularmente o capitalismo de livre mercado e endossavam o socialismo.

O discurso a seguir foi feito por Adolf Hitler em 1927:

“Nós somos socialistas, nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual que explora os economicamente mais fracos, com seus salários injustos, com sua avaliação imprópria do ser humano com base na riqueza e propriedade ao invés da responsabilidade e do desempenho, e nós estamos totalmente determinados a destruir esse sistema de todas as formas”.

Esse é um panfleto escrito por Joseph Goebbels em 1932, com retórica inspirada diretamente de um dos seus heróis intelectuais, Karl Marx:

“O trabalhador em um estado capitalista — e esse é o seu pior infortúnio — não é mais um ser humano ativo e criador. Ele torna-se uma máquina. Um número, uma peça na engrenagem que não tem sentido ou conhecimento. Ele está alienado do que produz”.

Sim, os nazistas eram racistas e etnocêntricos, mas eram também socialistas. (Propaganda comercial: eu discuto o socialismo do nacional-socialismo em detalhes no meu livro e documentário Nietzsche and the Nazis (Nietzsche e os Nazistas em tradução livre, sem versão em português)).

mussolini-militaryO mesmo se aplica à variante fascista. Benito Mussolini foi um socialista ortodoxo do tipo marxista de sua juventude até seus 30 anos. Ele se filiou ao Partido Socialista Italiano, uniu-se aos sindicatos para organizar os trabalhadores, e escreveu panfletos exortando uma revolução violenta.

A 1ª Guerra Mundial e a leitura das obras de Friedrich Nietzsche provocaram a ruptura de Mussolini com o marxismo. Ele foi surpreendido pelo intenso fervor nacionalista despertado pela guerra: os seres humanos são mais movidos, Mussolini julgou, não pela união mundial da classe trabalhadora, mas sim por sua identidade étnica como italianos, alemães e russos. Portanto, a causa socialista tinha que ser reformulada em termos nacionalistas para ter êxito na Itália.

O que Mussolini concluiu de sua leitura de Nietzsche era que o socialismo não poderia esperar pelo levante das massas — era necessário um forte líder que o implantasse de cima para baixo.

O fascismo de Mussolini seria o socialismo para os Italianos, assim como o nazismo de Hitler seria o socialismo para os alemães. Mussolini afirma, em 1932: “com respeito às doutrinas liberais, a posição do fascismo é de oposição absoluta tanto no campo político quanto no econômico” (ênfase do autor).

A Aurora Dourada e os outros são os herdeiros ideológicos de Hitler e Mussolini. Existe uma conexão orgânica entre o fascismo/nazismo do início do século XX e o fascismo/nazismo do início do século XXI. Seus defensores tentaram sempre levar tanto o nacionalismo quanto o socialismo à sério.

Isso quer dizer que eles levam o coletivismo a sério. O racismo e o etnocentrismo são o coletivismo aplicado à identidade humana: você não é, em primeiro lugar, um indivíduo, eles dizem, mas o membro de um grupo. E o socialismo é o coletivismo aplicado à ação humana: você não é um agente econômico livre, mas sim, um ativo pertencente à sociedade. Uma resposta efetiva ao triste fenômeno do neofascismo na Europa deve tratar desses dois elementos.

O antídoto para o coletivismo é o individualismo: os indivíduos são, em primeiro lugar, indivíduos, e eles deveriam julgar a si e aos outros, principalmente, em termos de suas crenças, caráter e ações individuais. E os indivíduos são agentes que deveriam ser livres para traçar seus próprios caminhos na vida pessoal e profissional.

* * *

hicks-stephen-2013“O renascimento do nazismo na Europa – não é somente racismo.” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo: Ceticismo e socialismo de Rousseau a Foucault e Nietzsche and the Nazis.

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“You are so selfish” (Passive-aggressive humor)

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Should We Thank Coffee for Modern Civilization? [new The Good Life coloumn

The opening of my latest column at EveryJoe:

“Coffee arrived in Europe in 1529, and most historians date modern history from the 1500s. Coincidence?

“As I write this, I’m happily into my second cup of the day. The stimulating effect of the caffeine will keep me going until midday, when I will likely indulge another.

“Go back to the bad old days, Before Coffee, when the most popular drinks were alcoholic. Even at breakfast, the most common drinks were wine and weak beer. The historian Tom Standage points out that water supplies near most human settlements were suspect, so drinking alcohol was often healthier than drinking water. But the high rates of alcohol consumption also meant that people spent most of their waking hours under the influence, so to speak, mellowed and inebriated to varying degrees.

“But along came coffee — and everything changed. …” [Read more here.]

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Last week’s column: Why Power Does Not Corrupt — and It’s Character That Matters Most.

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Platonic philosophers, that is.

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Related: “Should I marry you?” Answers from the philosophers.

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About my visit to Chojnice, Poland

I was fortunate to visit Chojnice in May 2014, in connection with the publication of the Polish translation of my Nietzsche and the Nazis book. My visit was made possible by the Fuhrmann Foundation and Mayor Arseniusz Finster.

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I was impressed for several reasons. One was the beauty of Chojnice — its historical buildings and central square have been lovingly restored and enterprise seems to be flourishing. It is a credit to the leadership of Dr. Finster and his colleagues E. Pietrzyk and J. Zieliński that Chojnice is, after a difficult twentieth century, well positioned to participate in broader European and world culture in the twenty-first.

Also impressive to me was the public discussion of my book under the auspices of the Furhmann Foundation, headed by Mariusz Brunka. The give-and-take of the discussion was enjoyable to me, as the quality of the questions was high and the level of knowledge of the participants was strong. It is to Chojnice’s credit that it has regular public forums where the great questions of European history and philosophy are raised and debated.

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I also was fortunate in meeting — and would like to give thanks to — Dr. Przemysław Zientkowski, who was the initial impetus, the main organizer, and the intellectual collaborator for my visit to Chojnice, as well as to my guide, Beata Królicka, whose cheerfulness, efficiency, and local knowledge were invaluable.

Stephen Hicks
November 2014

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A vida é injusta? Meu desafio ao melhor jogador de tênis do mundo

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Vou me gabar um pouco. No ensino médio, eu era muito bom no tênis. Agora, muitos anos depois, sou um jogador ocasional de fim de semana que, de alguma forma, adquiriu a resistência (e os joelhos) de um homem de meia idade.

Contudo, ainda tenho essa fantasia recorrente que jogarei contra o melhor jogador de tênis do mundo. A minha fantasia é a seguinte: eu estou no parque local rebatendo algumas bolas e quem resolve caminhar por ali? O atual campeão de Wimbledon. Eu o desafio a um jogo e, por alguma razão, ele aceita. Outro jogador no parque concorda em ser o juiz — e o jogo começa.

Agora, um elemento de realismo é adicionado ao cenário. Em 2014, o campeão de Wimbledon é Novak Djokovic. Ele tem 1,87m e 27 anos de idade. Eu tenho 5 centímetros a menos e o dobro de sua idade. Seu primeiro serviço alcança 193 km/h e é preciso 73% das vezes. Meus números são consideravelmente menores.

E como o jogo termina? Djokovic vence 6-1. Que surpresa!Novak Djokovic - Wimbledon

Agora, a pergunta séria desse artigo: o que é uma partida justa?

Justiça é um conceito-chave da ética, no entanto, se você perguntar a três filósofos o que ela significa, você receberá quatro respostas. Muitos dos nossos debates políticos recentes voltam-se para concepções concorrentes do que é ou não é justo.

Insider trading: se um vendedor de uma ação sabe algo que o comprador não sabe e não poderia saber, isso torna a troca injusta?
Telecomunicações e a “Doutrina da Justiça”: Se uma estação de rádio critica uma figura pública, os reguladores do governo deveriam requerer, em nome da justiça, que a estação conceda “tempo no ar” para a resposta da figura pública?
Financiamento de campanha: se um candidato político arrecada muito mais fundos do que o seu concorrente, a eleição será justa?

Contudo, vamos usar a partida de tênis para mostrar com que frequência apelamos para dois padrões muito diferentes quando respondemos questões relacionadas à justiça.

O primeiro grupo argumenta: Hicks vs Djokovic — a partida foi tão injusta!



Djokovic é um profissional e Hicks, um amador. Djokovic pratica várias horas por dia enquanto Hicks lê livros na biblioteca. Djokovic é mais jovem, rápido e alto, além de ser mais preciso e forte nas raquetadas. Portanto, Hicks não tinha chances reais de vencer.

O segundo grupo argumenta: Hicks versus Djokovic — a partida foi perfeitamente justa!

Hicks escolheu jogar contra Djokovic e sabe quem ele é. Eles jogaram dentro das regras, que foram aplicadas pelo juiz. Djokovic usou suas habilidades para conquistar pontos, e derrotou Hicks de forma limpa. Ele mereceu a vitória.Tennis-clip-art1

Agora, vamos abstrair os princípios incorporados aos argumentos dos dois grupos.

O primeiro grupo considera decisivo o fato que os competidores possuem habilidades desiguais. Habilidades relevantes no tênis incluem: tempo de prática, forma física e habilidades. Como um competidor tem mais e o outro tem menos, são desiguais em habilidades; mas a justiça é uma questão de igualdade, então a partida é injusta.

Segue-se do argumento do primeiro grupo que, para tornar a partida justa, teríamos que igualar as chances de vitória dos competidores por meio do nivelamento das habilidades. Poderíamos prejudicar Djokovic obrigando-o a utilizar pesos nos tornozelos para torna-lo mais lento, ou poderíamos obriga-lo a jogar somente com a mão esquerda, com a qual é menos preciso. Ou poderíamos conceder a Hicks uma vantagem inicial de pontos ou que a marcação do lado adversário fosse alargada. Alguma combinação desses métodos equalizaria suas chances de vitória e, portanto, tornaria o jogo mais justo.

O segundo grupo toma como decisivo o fato de que as regras foram conhecidas e aceitas pelos dois competidores, foram imparcialmente aplicadas, e que o competidor que tinha maior habilidade e maior pontuação conquistou a vitória. Justiça é uma questão de igualdade, mas uma igualdade de conhecimento das regras do jogo, da aplicação uniforme das regras e da liberdade de participação ou ausência dos competidores.

Segue-se do argumento do segundo grupo que o jogo seria injusto se Hicks pudesse inventar as regras no meio do jogo, se o árbitro fosse tendencioso ou subornado por um dos competidores, ou se nenhum dos dois estivesse participando do jogo voluntariamente. Djokovic escolheu praticar tênis e adquiriu habilidades, enquanto Hicks escolheu pensar sobre filosofia; então, ambos obtiveram seus níveis relativos de habilidade. E se é importante para Hicks ter uma chance realista de vencer, então ele pode escolher jogar contra um competidor mais fraco — ç ou escolher um esporte diferente no qual competir. (Talvez, desafiarei Djokovic a um jogo brutal sobre conhecimentos filosóficos).novak-djokovic

Esportes são atividades metódicas nas quais aplicamos importantes valores de vida  busca de objetivos, o exercício da habilidade, coragem, perseverança, vitória e derrota, além de justiça. Então, são modelos úteis para o ensino de crianças, assim como para o entendimento dos debates sobre justiça nos projetos mais complexos dos adultos.

Por exemplo, se eu sou um investidor, o conhecimento do valor das empresas é um ativo fundamental. Mas outros investidores, especialmente insiders (de dentro da própria empresa), frequentemente sabem mais sobre essas empresas do que eu. Deveria eu acusa-los de injustiça, demandando que não usassem seu conhecimento para a tomada de decisões? Deveria eu investir somente em empresas nas quais sou especialistas — ou investir em outro lugar além da bolsa de valores? Esse é um subdebate sobre a questão do insider trading.

Ou imagine que eu seja uma figura pública que é criticada por um radialista famoso. Nesse caso, “o tempo no ar” é um ativo — mas suponha que o proprietário da estação de rádio não gosta de mim e se recusa a me conceder “tempo no ar”. Reclamo de injustiça e demando que ele seja forçado a fazê-lo, ou deveria respeitar o fato de que a rádio é dele e, portanto, pode fazer o que quiser, e que eu posso ir ao vivo na televisão, escrever uma postagem em um blog, ou encontrar algum outro meio pelo qual falar meu lado da história? Esse é um subdebate das regulações inspiradas na Doutrina da Justiça.

Ou se eu estiver me candidatando a um cargo político e meu oponente arrecadou muito mais dinheiro do que eu, citando injustiça, devo pedir por controles equalizantes sobre quanto dinheiro podem ser doados aos candidatos? Ou devo dizer “Parabéns para ela” — e, para ser mais competitivo, investir mais tempo na angariação de fundos porta-a-porta, melhorar o design dos cartazes de campanha e planejar uma melhor campanha de levantamento de fundos da próxima vez? Esse é um subdebate na questão do reforma campanha de financiamento.

Todas essas questões são claramente complexas, mas a identificação de conceitos divergentes de justiça em nossos debates é uma tarefa fundamental para a resolução das mesmas.

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hicks-stephen-2013“A vida é injusta? Meu desafio ao melhor jogador de tênis do mundo” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo: Ceticismo e socialismo de Rousseau a Foucault e Nietzsche and the Nazis.

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Plato and art that is more noble

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Plato was a strong advocate of censorship of all of the arts. But he did allow for some exceptions, so the cartoon above need not be only about ego-boosting hypocrisy. Here’s my quick summary of his arguments for censorship, as presented in The Republic.

Image source: An early edition of Douglas Palmer’s fun Does the Center Hold? An Introduction to Western Philosophy.

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