My new weekly column “The Good Life” at EveryJoe

EveryJoe is a men’s lifestyle publication — sports, entertainment, women, and more good stuff. Beginning August 2014 I will be writing a weekly column entitled “The Good Life.”

EJ is ranked in the top 10K websites in the USA and in the top 20K worldwide. So I thank my publisher and editor, Alexander Macris and Kori Ellis, for enabling this opportunity for me to reach the large audience they’ve developed with my thoughts on philosophy, culture, and current affairs.

The opening of my first column in the series:

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Are Philosophers Stupid About Politics?

Full disclosure at the outset: I’m a philosopher, and this new series of columns on The Good Life will often be about human nature, knowledge, the meaning of life, and of course politics.

So let me start by indicating some of my colleagues’ opinions about politics.

A favorite party game for philosophers is to argue about who the most influential philosopher of the twentieth century was. Three names are always near the top of everyone’s list … [Read more here.]

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Evelyn Waugh’s Christian self-control

The author of Brideshead Revisited was a nasty man. Evelyn-WaughSo much so that “a woman once remarked to Waugh that, though he claimed to be a Christian, he was one of the most unpleasant men she had ever met. Did he not, she asked, sense any contradiction here? ‘Not at all,’ Waugh is supposed to have responded. ‘But just imagine me if I weren’t a Christian.’”

Source: Quoted in Joseph Epstein, Essays in Biography, Axios Press, 2012, p. 375.

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Educando para o empreendedorismo

Educando para o empreendedorismo

Stephen R. C. Hicks
Departamento de Filosofia e Centro para a Ética e Empreendedorismo
Rockford University, Rockford, Illinois, USA

Tradução de Matheus Pacini.

Introdução – visita de japoneses às escolas americanas

Recentemente, um grupo de pesquisadores japoneses visitou os Estados Unidos para analisar seu sistema de ensino. O Japão é uma nação bem sucedida – próspera e dinâmica em diversas áreas. Contudo, os pesquisadores tinham uma pergunta: por que o Japão possui tão poucos inovadores?

Eles analisaram os Estados Unidos com seus diversos centros de inovação: a tecnologia do Vale do Silício, os filmes de Hollywood, o setor financeiro de Nova Iorque, os teatros da Broadway, entre outros. No mundo dos negócios, observaram muitos empreendedores, tais como Steve Jobs, Bill Gates, Andy Grove e Mark Zuckerberg.

Depois disso, uma nova pergunta: o que as escolas americanas estão fazendo para gerar tantos empreendedores criativos e inovadores? Qual é o seu “ingrediente secreto”?

A pergunta é relevante, já que vivemos numa era que, pela primeira vez na história, está levando o empreendedorismo a sério.

O mercado de trabalho empresarial é diferente no início do século XXI. O professor de administração Steven Rogers indica que: “nos anos 1960, 1 em cada 4 pessoas nos Estados Unidos trabalhava para uma empresa listada na Fortune 500. Hoje, somente 1 em cada 14 trabalha para esse tipo de empresa. O emprego nas empresas da Fortune 500 atingiu o pico de 16,5 milhões de pessoas em 1979 e tem diminuído acentuadamente desde então, para, aproximadamente, 10,5 milhões de pessoas atualmente” (Rogers 2002, p. 42). O mercado de trabalho passou por um processo de descentralização: de algumas grandes corporações para muitas pequenas empresas inovadoras.

Na literatura econômica, há uma transformação que os economistas Arnold Kling e Nick Schulz (2011) chamam de “Economia 2.0”. Por muitas gerações, no ensino das ciências econômicas, o empreendedor imprevisível e idiossincrático foi ignorado ou menosprezado em prol de modelos abstratos e impessoais. Por outro lado, alguns pensadores, como Joseph Schumpeter (1950) e Israel Kirzner (1973) argumentaram sobre a importância do empreendedorismo, apesar de serem vozes isoladas na economia durante quase todo o século XX. Apenas nos últimos 20 anos é que o mainstream econômico está buscando reformular-se com base no empreendedorismo.

Na literatura sobre psicologia e ética, vemos um movimento focado na compreensão da importância do empreendedorismo como instrumento para uma vida próspera. Não somente na vida profissional, mas também na vida geral do indivíduo, mais psicólogos estão destacando a autonomia, a integridade de caráter e a exploração criativa como ingredientes positivos fundamentais para uma vida saudável (Seligman, 2012). Além disso, os filósofos morais estão progressivamente estabelecendo conexões entre os traços de caráter empresariais e as virtudes morais, de forma a tornar a carreira de um indivíduo parte integral de uma vida próspera (Hicks, 2009).

Então, nesse século marcado pelo empreendedorismo, a questão para nós, como educadores, é: como ajudar os estudantes a se prepararem para uma economia e uma vida empresariais?
Voltando à pergunta dos pesquisadores japoneses: ela é importante; todavia, fora de foco. O “ingrediente secreto” do empreendedorismo não está nas escolas. A maior parte das escolas formais é pública, e a maioria das escolas públicas não é boa no ensino do empreendedorismo. Algumas escolas em vizinhanças prósperas são sólidas, mas a maioria é fraca, algumas são ruins e muitas são terríveis.

Considere o fenômeno comum de crianças que começam a estudar quando completam cinco anos de idade: estão cheias de energia, curiosidade e expectativa. Contudo, depois de alguns anos, passam a não gostar ou até mesmo odiar a escola. Elas ficam entediadas. Elas não gostam de Ciências e nem mesmo de Artes. Se você perguntar a elas, como os pais fazem, “qual é a sua matéria favorita?”, elas dirão que é o almoço e o recreio, quando podem sair da sala e brincar ao ar livre. E, por muitas décadas, temos visto um declínio nas notas dos testes de competências básicas e um aumento no número de formandos com dificuldades na interpretação de textos, matemática, conhecimento científico e histórico, e assim por diante.

Ainda assim, os Estados Unidos produzem um grande número de indivíduos criativos. Como isso é possível?

Em minha opinião, o que a cultura americana faz bem o faz fora da escola. Na parte da tarde, os estudantes ocupam seu tempo com atividades extracurriculares tais como teatro e clubes de xadrez, esportes e grupos de debate (Petrelli, 2012). A cultura americana também é caracterizada por um grande envolvimento dos pais nas aulas de música, passeios a museus e galerias, ligas desportivas, acampamentos de verão e viagens. E, é claro, a cultura americana é próspera, o que significa que dispõe de riqueza suficiente para apoiar todas essas oportunidades informais de aprendizado.

O ensino da música nos Estados Unidos é um bom exemplo. Todo mundo ama música, e a cultura americana é muita criativa nesse sentido – bandas de rock, clubes de jazz, musicais da Broadway, orquestras sinfônicas e assim por diante. Contudo, essa atividade musical não se originou do ensino da música nas escolas. No geral, as crianças amam música; por outro lado, toleram e/ou não gostam das aulas de música das escolas. Quando é eletiva, a maioria dos estudantes escolhe não cursá-la. Em vez disso, aqueles que se tornam músicos ou que são amantes da música são inspirados pela cultura popular, aprendendo de seus amigos e familiares ou através de aulas particulares, pagas pelos seus pais.

Tudo isso aponta para o grande desafio inerente à reforma da educação formal. Atualmente, a educação formal é caracterizada por dois problemas: (1) desperdiça muito do tempo do estudante – com base nos relatos de desinteresse e tédio na escola; e (2) desperdiça recursos consideráveis para a formação de jovens adultos preparados para carreiras empreendedoras. Steve Jobs – que quando criança não gostava da escola e que abandonou a Universidade – talvez expressa melhor essa aspiração empresarial: “seu trabalho ocupa grande parte da sua vida, e a única forma de ser bem sucedido é fazer o que você acredita que é um bom trabalho. E a única forma de fazer um bom trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou esse trabalho, continue procurando. Não desista. Como todas as outras questões afetivas, você sabe quando encontrará. E, como qualquer grande relacionamento, só tende a melhorar com o passar dos anos. Então, continue procurando. Não desista” (Jobs 2005).

Então, como podemos reorientar as escolas, de forma que auxiliem os estudantes a enfrentar esse grande desafio de vida? Um elemento deve ser a educação para o empreendedorismo.

O processo empresarial

Comecemos por articular de forma clara a natureza do empreendedorismo. Considere o processo empresarial.

O processo empresarial começa com uma ideia estruturada e criativa de um novo produto ou serviço. O empreendedor é ambicioso e corajoso, ele toma a iniciativa na transformação de uma ideia em um novo empreendimento. Por meio da perseverança e da tentativa e erro, o empreendedor produz algo de valor. Ele tem um papel de liderança ao mostrar aos consumidores o valor do novo produto, e aos novos funcionários, como produzi-lo. O empreendedor comercializa com aqueles consumidores e funcionários buscando uma relação de ganho mútuo. Ele assim alcança o sucesso e então aproveita os frutos de sua conquista.

Vamos explicar cada um dos elementos em itálico dessa descrição:

Os empreendedores geram ideias de negócios e decidem quais delas valem a pena. No processo de descoberta de ideias estruturadas e criativas, os empreendedores falam de visão, “pensar fora da caixa”, imaginação, mente ativa, e “momentos de súbita inspiração”. Tendo gerado ideias, eles falam sobre exercitar o julgamento crítico: quais ideias são realmente boas? O produto ou serviço pode ser desenvolvido tecnicamente? Venderá bem? O que mostra a pesquisa de mercado? Os empreendedores exibem um comprometimento ao desenvolvimento cognitivo – entretenimento intelectual, pesquisa, experimentação e análise. Como um investidor de risco salienta: “o dinheiro não faz com que as ideias surjam. As ideias é que fazem o dinheiro surgir”.

Ambição é o impulso para alcançar seus objetivos, para ser bem sucedido, para melhorar a si mesmo, para prosperar, para ser o melhor de todos. Empreendedores fazem mais do que sonhar e alimentar desejos infundados – “não seria bom se eu fosse rico e independente?” – que muitas pessoas experimentam. Pessoas ambiciosas sentem profundamente a necessidade de alcançar seus objetivos.

O empreendedorismo requer iniciativa. Uma coisa é ter um bom plano de negócios; outra é transformar tal plano em realidade. Empreendedores são pioneiros que se comprometem a tornar suas boas ideias em realidade.

Um novo empreendimento envolve desbravar o desconhecido, superar obstáculos – incluindo a possibilidade de reprovação e zombaria– e encarar a possibilidade do fracasso. Consequentemente, a atividade empresarial requer coragem – assumir riscos calculados, estar atento a possíveis reveses, não deixando, todavia, que o medo do fracasso ou reprovação domine o seu processo decisório.

O sucesso empresarial nunca é fácil e instantâneo; o sucesso é o resultado do enfrentamento das dificuldades com vistas ao longo prazo. Em outras palavras, a perseverança é essencial. Os empreendedores devem perseverar através dos obstáculos técnicos inerentes ao processo de desenvolvimento do produto, diante dos pessimistas que declaram que não pode ser feito ou que são, por outro lado, obstrucionistas, em face de suas próprias dúvidas. Os empreendedores devem manter a disciplina no curto prazo, e a motivação de longo prazo, vivas no seu pensamento.

O processo de desenvolvimento é quase sempre um processo de tentativa e erro, o qual requer que o empreendedor faça ajustes com base na experiência. Empreendedores de sucesso ajustam-se ao feedback do mundo real, o que significa ser capaz de admitir erros e incorporar fatos novos, ao invés de ignorar teimosamente qualquer coisa que é uma ameaça às suas ideias.

Produtividade: espera-se sempre que o processo de desenvolvimento culmine em um produto que funciona. Nesse caso, o empreendedor adicionou valor ao mundo por meio da criação de um novo produto ou serviço, que funciona de forma consistente, que é produzido em quantidade e que é aperfeiçoado continuamente.

Aqueles que transacionam com o empreendedor, sejam consumidores, empregados ou investidores de risco, engajam-se em uma transação de ganho mútuo, trocando valor por valor. Do ponto de vista social, o comércio é um processo de negociação pacífica com os outros membros da sociedade de acordo com o mérito produtivo. Ele requer a proteção dos interesses das duas partes, o exercício da capacidade de negociação, a diplomacia e, quando necessário, a determinação que se alcance um resultado mutualmente benéfico.

Os empreendedores também adicionam valor por trazer liderança à troca. Os empreendedores estão criando algo novo, então, são os primeiros a trilhar esse novo caminho. Os pioneiros servem como um exemplo a ser seguido, e especialmente no caso de um novo produto ou serviço, devem mostrar aos novos consumidores o valor de um novo produto ou serviço e devem ensinar aos novos empregados como produzi-los. Consequentemente, os empreendedores devem mostrar liderança ao expor aos outros sua criação, encorajando-os por meio do processo de aprendizado e acompanhando-os no processo de divulgação. Parte da troca, nesse caso, é a apresentação de uma nova oportunidade ao consumidor e ao empregado, permitindo que se beneficiem dela. Por assim proceder, o empreendedor será recompensado.

Finalmente, o empreendedor experimenta o sucesso e o prazer do sucesso. O sucesso empresarial resulta em recompensas materiais e psicológicas – materiais, na forma de bens físicos que podem ser adquiridos e do sentimento de independência e segurança financeira que os acompanha. Psicológicos, no sentimento do autorrespeito e de dever cumprido oriundo da criação de um produto ou serviço.

Resumindo todos os pontos citados em uma tabela, obtemos o seguinte:

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Implicações para a Educação

Agora, vamos tratar da educação. Se o empreendedorismo envolve o exercício bem sucedido de certos traços, qual é a sua origem? A educação formal pode instigar, desenvolver, ou, pelo menos, realçar esses traços nos estudantes mais jovens? Se considerarmos o empreendedorismo como um elemento fundacional para a educação, então, podemos ensinar exploração criativa, coragem, iniciativa e assim por diante?

Se analisarmos a educação tradicional atual, o que vemos? Não vemos muita singularidade, atividade ou experimentalismo. Em vez disso, vemos estudantes sentados em uma fila alinhada de carteiras. Os estudantes fazem o que o professor e a apostila dizem. Todo o estudante faz a mesma coisa, ao mesmo tempo, da mesma forma, com os mesmos testes padronizados. Isto é, nós vemos uniformidade, obediência, passividade e aprendizagem de máquina. Mesmo que esse estereótipo exiba alguma flexibilidade na prática, ele tem sido o modelo padrão para professores com turmas compostas por mais de 30 alunos, que seguem currículos padrões estabelecidos pelo governo. Assim, embora exista conhecimento útil no currículo, as lições essenciais aprendidas pelos estudantes são: faça o que as autoridades disserem, faça o que todo mundo está fazendo e as respostas certas já estão pré-definidas e já são conhecidas. (E nós às vezes nos perguntamos porque temos tantos estudantes desmotivados, dependentes e tímidos – ou estudantes que, por puro tédio e necessidade caótica de autoafirmação, se rebelam de formas destrutivas).

Se um objetivo explícito da educação é cultivar a mentalidade exploratória do empreendedorismo, então, como um primeiro passo, devemos considerar permitir aos estudantes sair de suas filas e interagir com materiais preparados por eles mesmos. Faço três sugestões nesse sentido.

1. Desenvolver exercícios formais, respeitando a idade dos alunos, sobre o desenvolvimento de traços empreendedores

Como educadores, preenchemos a tabela abaixo com exercícios apropriados para crianças de diferentes idades.

E-traits-exercises-Portuguese

Para citar mais um exemplo, vamos focar na coragem.

Coragem é a virtude de agir de acordo com a sua própria opinião, apesar do medo. O medo surge de várias formas – medo da dor, da desaprovação, do fracasso, de perder o grande amor ou dinheiro e assim por diante. A vida envolve muitos riscos – e o risco potencializa o fracasso – portanto, é importante possuir os recursos de caráter para ser capaz de lidar com o risco de forma a ser bem sucedido na vida. Uma conexão direta ao empreendedorismo é o que muitas pessoas não tentam por medo de fracassar.

Dessa forma, um elemento inserido na educação empreendedora é o desenvolvimento de exercícios formais que simulem o risco e ajudem a criança a aprender como administrá-lo.

Por exemplo, crianças pequenas aprendem habilidades que envolvem riscos físicos: descer uma ladeira, pular na piscina, andar de bicicleta. Essas e outras atividades podem ser formalmente identificadas e introduzidas nas escolas como exercícios. Elas também podem ser ampliadas de acordo com o aumento da idade e amadurecimento das habilidades e do caráter. Eventualmente, elas serão capazes de manusear produtos químicos, escalar paredões, praticar bungee-jumping e dirigir.

Outros riscos são mais psicológicos. Para crianças pequenas, podemos citar: cumprimentar e conversar com adultos que os pais convidaram para jantar, levantar a mão para fazer uma pergunta ao professor ou expressar uma opinião diferente daquela dos colegas. Novamente, exercícios para encorajá-los podem ser introduzidos nas escolas e ampliados com o amadurecimento dos filhos, de forma que, eventualmente, serão capazes de administrar as seguintes atividades: discursar para uma grande audiência, pedir para sair com alguém, e argumentar de forma civilizada com seus professores sobre diferenças políticas e religiosas.

Cursos de teatro e oratória são ambientes naturais para alguns exercícios focados no desenvolvimento da coragem psicológica, assim como cursos de educação física são ambientes naturais para o desenvolvimento da coragem física. Logo, aprofundar de forma consciente e sistemática as atividades já apresentadas naqueles cursos, inserindo-as no currículo, é um bom ponto de partida.
E o que vale para o desenvolvimento da coragem também vale para o desenvolvimento da iniciativa, experimentalismo, perseverança e o resto dos traços de sucesso.

2. Conheça e aplique o método Montessori

Minha segunda sugestão é – se um professor ainda não estiver ciente disso – explorar o método Montessori de ensino. Maria Montessori abriu sua primeira escola em 1907 na cidade de Roma. Por quase um século, seu método se espalhou, em grande parte de forma natural, pelo mundo.
A literatura acadêmica está analisando os resultados do método Montessori de forma sistemática e se já se pronuncia de forma positiva sobre ele (por exemplo, Rathunde e Csikszentmihalyi, 2005 e Lillard 2007), mas, por agora, permitam-me citar somente dois indicadores.
Curiosamente, os defensores do método Montessori destacam que quatro dos maiores empreendedores de nossa geração – Larry Page e Sergey Brin da Google, Jeff Bezos da Amazon e Jimmy Wales da Wikipedia – foram educados por esse método (Brin e Page, 2004).

Formalmente, Hal Gregersen apresenta uma estatística surpreendente sobre o grande número de empreendedores inovadores que foram educados no método Montessori. Depois de entrevistar um grande número deles, identificar suas características comuns e investigar como se tornaram inovadores, Gregersen informa: “É fascinante quando entrevistamos esses empreendedores famosos e percebemos que cresceram em famílias nas quais adultos prestavam atenção a essas habilidades inovadoras. Com frequência, esses adultos eram pais e avós, mas em cerca de 1/3 dos casos, eles eram professores mestres no método Montessori ou escolas que seguiam esse método” (Gregersen 2011, itálico nosso).

3. Conheça e utilize materiais da Network for Teaching Entrepreneurship e do Junior Achievement

A terceira opção é incorporar métodos de programas educacionais complementares que ligam a educação formal à preparação para o empreendedorismo. Dois exemplos são a Network for Teaching Entrepreneurship (NFTE) ou Junior Achievement (JA). Ambas possuem capítulos nos Estados Unidos e em muitos outros países.

Os métodos que essas organizações utilizam podem ser aplicados a todas as crianças, mas geralmente a NFTE e o JA trabalham com estudantes de escolas em dificuldades, talvez porque os diretores de tais escolas estejam mais desesperados e mais dispostos a experimentar novas abordagens.

Steve Mariotti (2009), fundador da NFTE, iniciou sua carreira como professor em uma das piores escolas públicas da cidade de Nova Iorque. Sua primeira estratégia foi utilizar os métodos tradicionais, contudo, percebeu que eram ineficientes para o ensino dos estudantes. Com o passar do tempo, percebeu que as crianças, especialmente as mais pobres, eram fascinadas por dinheiro, mas não sabiam nada sobre ele e nem como obtê-lo. Então, utilizando sua experiência empresarial, Mariotti mudou seu método e começou a ensinar seus alunos como iniciarem seus próprios negócios. A atitude dos estudantes com relação a ele e aos seus estudos mudou drasticamente. O desejo pelo lucro foi despertado, e os estudantes começaram a ver nisto o potencial de independência e de uma vida melhor. Pensar sobre negócios os levou a compreender a necessidade de outras habilidades – leitura, escrita, matemática, organização e sociabilidade – além de servir como motivação para lerem mais livros, e prestar atenção aos professores de matemática, redação e computação. Estudantes dos programas do Junior Achievement alcançaram resultados similares (veja, por exemplo, Marty 2011).

História real: bicicletas sujas e pais presentes

Nos comentários acima, foquei na educação formal e nas razões que justificam o aumento da participação do ensino do empreendedorismo nas escolas. Eu gostaria de concluir, todavia, destacando o papel fundamental que os pais têm na educação de seus filhos através de um exemplo, de cunho motivacional, de minha própria vizinhança. Acredito que essa história captura a essência da educação.

Voltando do trabalho, passava diariamente por um terreno baldio onde crianças (com suas bicicletas) tinham criado pistas com obstáculos. Com o passar do tempo, os esforços das crianças tinham se tornado mais elaborados: tinham construído rampas toscas de madeira (provavelmente surrupiadas de algum canteiro de obras), cavado pequenos buracos, enchendo-os de água, além de aumentar o tamanho de sua “pista”. Eu confesso ter ficado com inveja frente a tanta diversão – sendo um homem de meia idade, que gostaria de voltar a ser criança para saltar as rampas e os outros obstáculos.

Mas o que realmente chamou a minha atenção foi uma tarde quando havia uma atividade muito maior no lugar. Os pais tinham começado a se envolver. Então parei meu carro e resolvi verificar. As rampas eram agora mais residentes e seguras, e a atividade estava organizada. As crianças e suas bicicletas foram alinhadas ao final da pista e cada um faria o percurso da forma mais rápida possível.

E não era só isso. Um dos pais tinha um radar de velocidade que media qual a velocidade de cada criança quando chegava à rampa. Outro pai, trabalhando com um dos garotos, media a distância de cada salto e anotava em um caderno. Agora, todas as crianças estavam usando capacetes. Cada criança queria saber qual distância que tinha saltado e como melhorar no próximo salto. Enquanto esperavam, as crianças discutiam qual era a melhor pressão para os pneus, a velocidade que deveriam alcançar e o ângulo do salto na rampa, a lubrificação das correias de suas bicicletas e assim por diante.

A importância da educação empreendedora é que, primeiro, as crianças demonstraram iniciativa e buscaram seus interesses. Os adultos se envolveram e, ao mesmo tempo, encorajaram a iniciativa e tornaram possível uma atividade mais organizada. As crianças estavam aprendendo matemática e engenharia, cooperação e competição, sendo criativas e se exercitando – e estavam se divertindo muito mais com seus pais.

Essa é somente uma história, embora aponte o caminho a ser seguido pelos educadores empresariais. O que algumas crianças e seus pais podem fazer com um terreno baldio e um pouco de criatividade – nós, educadores profissionais, com nosso treinamento e recursos, deveríamos ser capazes de fazer muito melhor.

Referências Bibliográficas

Brin, Sergei and Page, Larry. 2004. “Google Founders Talk Montessori.” YouTube.
Gregersen, Hal. 2011. The Innovator’s DNA. Harvard Business Review Press.
Hicks, Stephen. 2009. “What Business Ethics Can Learn from Entrepreneurship.” Journal of Private Enterprise, 24(2), 49-57.
Jobs, Steve. 2005. “Commencement Address.” Stanford University.
Kirzner, Israel. 1973. Competition and Entrepreneurship. Chicago: University of Chicago Press.
Kling, Arnold, and Schulz, Nick. 2011. Invisible Wealth: The Hidden Story of How Markets Work. Encounter Books.
Lillard, Angeline. 2007. Montessori: The Science behind the Genius. Oxford University Press.
Marty, Eduardo. 2009. “Entrepreneurship in Argentina.” Kaizen 15.
Mariotti, Steve. 2009. “Entrepreneurship and Education.” Kaizen 9.
Petrelli, Michael J. 2012 (February 23). “Memo to the world: America’s secret sauce isn’t made in our classrooms.”
Rathunde, Kevin and Csikszentmihalyi, Mihaly. 2005. “Middle School Students’ Motivation and Quality of Experience: A Comparison of Montessori and Traditional School Environments.” American Journal of Education 111, 341-371.
Rogers, Steven. 2002. The Entrepreneur’s Guide to Finance and Business. McGraw Hill.
Schumpeter, Joseph. 1950. Capitalism, Socialism and Democracy. 3rd ed. New York: Harper & Brothers. See especially Chapter VII. 1950
Seligman, Martin E.P. 2012. Flourish: A Visionary New Understanding of Happiness and Well-being. Atria Books.

[The above text in English (or in PDF format). Also forthcoming in Polish in the education journal Przegląd Pedagogiczny.]

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Zientkowski’s foreword to *Nietzsche and the Nazis*

Dr. Przemysław Zientkowski’s foreword to the Polish edition of my Nietzsche and the Nazis, translated into English. A PDF version is here, and the HTML version follows.

Foreword to the Polish edition of Stephen Hicks’s Nietzsche and the Nazis

By Przemysław Zientkowski, Ph.D.

nn-polish-cover-frontHistory teaches us that in politics—in order to reinforce the message, achieve the set goals and eventually justify all actions, including bloody terror—stable theoretical foundations are indispensable. People, when individually fed with ideas, will feel inward opposition to practical activities that are incomprehensible to them; put in opposition to the “authorities”, they will change their minds quickly and give in to manipulation. The authorities also often remain unaware of their role of cogs in a great machine of oppression, when, often posthumously, their ideas are interpreted according to a new and different reality and squeezed into stiff and tight frames of political doctrines or systems that are sometimes extremely different from their outlooks.

One of the more vivid examples is that of Jean-Jacques Rousseau, who bears the stigma of being the French Revolution’s initiator and, at the same time, its opponent. As Louis Philip points out in his diaries, the most zealous opponents of the great revolution in France and its advocates both admit unanimously that it was prepared for and led to by the works of Raynal, de Mably, Voltaire, and especially Rousseau[1].rousseau-ramsay The person of Rousseau is of particular importance since it allows us to point out certain light-heartedness in the author of The Joyful Wisdom. More than once did Nietzsche accuse Rousseau of preparing the revolutionary ideology, branding him severely as an impeller of the bloodiest farce that ever touched humankind. It is ironic, though, that not even half a century later Nietzsche himself became a victim of a perversity of history and was called an impeller of much bloodier, much more powerful “farce” that broke out 150 years after French Revolution.

The question of the role of Friedrich Nietzsche philosophy in the rise of Nazism has been asked many a time. It is undoubtedly the aftermath of propaganda activities that used the philosopher’s authority to support the origins and the functioning of the Third Reich[2]. While among the enthusiasts of National Socialism and Adolph Hitler himself there were only few philosophers, it is assumed that they justified the very fact of the existence of some theoretical, more specifically philosophical, foundations of the sinister ideology—the doctrine that could be inscribed into the strategy of creating the cult of German spirit and race.young-heidegger Martin Heidegger’s suggestive interpretation of Nietzsche works contributed much to its development, which not once led to mistaken identification of philosophy of the author of Beyond Good and Evil with Heidegger’s Nazi opinions, along with the manipulation of some facts from philosopher’s life.

It seems that appropriating of philosopher’s was provoked by his sister Elisabeth Förster-Nietzsche. Undoubtedly, she was motivated to use her brother’s philosophy because of her own unfulfilled ambitions.[3]

Nazi propaganda needed national heroes—geniuses like Friedrich Nietzsche. As a result, even though Hitler was not a special admirer of the author of Ecce Homo, he decided to recognize him as a symbol, one that might arise and reinforce religious feelings in people.[4] Symbolically “incorporating” posthumously the philosopher into the ranks of the nsdap-cover-full, in 1934 Adolph Hitler presided over the Weimar celebration of the 90th anniversary of philosopher’s birthday. After this celebration, one could find in all SS barracks a poster with a famous slogan from Nietzsche: “Praised be the one who makes us tough”. Another symbolic episode was lodging a copy of Thus Spoke Zarathustra in the crypt under the monument in Tannenberg, along with copies of The Myth of the Twentieth Century by Alfred Rosenberg and Mein Kampf by Adolph Hitler.[5] A year later the Führer, as a guest of honor, was present at the funeral of the thinker’s sister. Consequently, in the after-war period, in legal and scientific circles—but mostly among philosophers—it was claimed that the aim of Nietzschean philosophy was to strengthen Nazi theory.[6]

However, there then appeared the first differences when interpreting the philosopher’s attitude, which later triggered a number of conflicts. There are the famous opinions of the main Nazi theoretician who said straightforwardly that “Nietzsche was an enemy of socialism, enemy of nationalism and an enemy of the race concept”; and an appalled professor Arthur Drews, in his article “Nietzsche als Philosoph des Nationalsozialismus?”, called the author of Beyond Good and Evil “an enemy of Germany and anything that is German”, “an individualist whose thought was contradictory to socialism”, and “an author who gave the Jews a visible place in his philosophy of politics”[7].BGE A number of works directly charge the philosopher with responsibility. One can mention E. Barker’s Nietzsche and Trietschke: The Worship of Power in Modern Germany or Polish manuscripts by S. Rozmaryn, U źródeł faszyzmu. Fryderyk Nietzsche.

It is just the 75th anniversary of the outbreak of the most tragic event—the war started by the Nazis—and there are still arguments over the treatment of the reputation of the author of Thus Spoke Zarathustra. On the one side are those accusing him of initiating Nazis ideas, and on the other side are those recognizing in him the one who, observing the convulsions of the falling German nation, diagnosed accurately what it would lead to.

There are no doubts that the book by Professor Stephen R.C. Hicks, whose Polish edition has just been published by Fuhrmann Foundation Publishing House, is a perfect part of the discourse. The author proves that the apotheosis of war in Friedrich Nietzsche’s philosophy is not in the least his admiration of pure militarism. There is no shadow of doubt that Nietzsche described his own “war philosophy”. Exaggeratedly, in a very bold statement, we can call in this way the part of his literary output which refers to military conflicts.nietzsche-uniform-1864 Making an attempt to relate Nietzsche’s philosophy to one of the versions of fascism, which undoubtedly was a formal ideology of the NSDAP (National Socialist German Workers’ Party), Hicks characterizes Nazism in such a way that it is at least partially congruent with the output of the author of The Dawn. There is no question that “something” of Nietzsche’s opinions can be consistent with Nazis theory. However, this “something”—more than misinterpreted “willpower”—will not in the least be the incitement to vile actions, for which Germany became infamous during World War II.

The author justly emphasizes that National Socialism, as described in detail by Adolph Hitler in Mein Kampf, was not a philosophical doctrine in the strict sense. It was not an ideological system but a collage of various outlooks that together made up a goal, which was to take revenge for the lost war and a Treaty of Versailles that was unfair to Germany.hitler-fuhrer-full The concept was a conglomeration of views dating back to Old Germanic times—just like the leadership idea[8], the nineteenth-century theories of reborn neo-paganism, to irrationalism, collectivism, autocratic, and anti-liberal ideologies. In addition, the omnipresent spirit of Romanticism was forcing the primacy of feelings over reason, community over individuality, and nature over civilization. It was connected with pursuing freedom of national character, omnipresent myths about blood and race, along with admitting that the status of individuality is contractual, which resulted in rejecting the right to exist of “lower units”. Attempts to replace former names of national elements (population, area) with newspeak such as “living space” or “national collectivity”, the cult of Aryan race—and eventually social Darwinism, mass anti-Semitism, and bloody extermination policy. All those features cumulated in an immoral, sinister ideology of National Socialism, which resulted in its final product—war to an extent not known before, fought with an incredible momentum—both towards enemy soldiers as well as their women, children, and the elderly. A war, the assumed goals of which—“high and lofty”—even back then must have seemed unattainable. nn-front-cover-150px

How was this machine of terror triggered? How was philosophy involved? How much fault belongs to Nietzsche? That is what this book is about.

Przemysław Zientkowski, Ph.D.
Chojnice, Poland

Notes

[1] Compare Ludwik Filip, Pamiętniki z czasów Wielkiej Rewolucji, translated by W. Dłuski, Warszawa 1988, p. 221.
[2] The most important are mentioned by Mirosław Żelazny. Those were Alfred Baeumler—author of such papers as: Nietzsche der Philosoph und Politiker (1937), Nietzsche als politischer Erzieher (1935), Nietzsche und der National Sozialismus (1939), Heinrich Härtle—author of a well-known dissertation Nietzsche und der Nationalsozialismus (1937), and Alfred Rosenberg—author of Der Mythus des 20. Jahrhunderts (1930). A meaningful interpretation of Nietzsche’s works by Martin Heidegger causes the thoughts of the two thinkers often to be identified. More about that in M. Żelazny, Nietzsche. Ten wielki wzgardziciel, Torun 2007, pp. 206-220.
[3] In spite of her brother’s strong disagreement, she married Bernhard Förster, who already in the Wilhelmine era became famous as a zealous advocate of anti-Semitism. As a result of his racist activities, he was forced to leave Germany. Together with his wife he went to Paraguay to settle there a neo-German racist colony. The undertaking proved to be unsuccessful and ended with Bernhard’s suicide in 1889. Desperate and full of hatred towards those people because of whom her husband killed himself, Elisabeth returned to Germany and took care of her seriously ill brother. Soaked with the ideas her had husband defended until the end of his life, she never stopped implementing them in life.
[4] Thomas Mittmann claims that it was then that Hitler suggested erecting the philosopher’s monument in Weimar, on which he spent 50 thousand marks. It signifies the great respect the Führer had for the philosopher. Compare T. Mittmann, Vom ‘Günstling’ zum ‘Urfeind’ der Juden. Die antisemitische Nietzsche – Rezeption in Deutschland bis zum Ende des Nationalsozialismus, Würzburg 2006, p. 103.
[5] B. Taureck, Nietzsche und der Faschismus. Eine Studie über Nietzsches politische Philosophie und ihre Folgen, Hamburg 1989, p. 80.
[6] Although there is no doubt that the Nazis’ appropriating Nietzsche was based on selective reading, often manipulated and out of context, one cannot deny that some elements assimilated by Nazis were actually present in Nietzsche philosophy. At least, this is what the Nuremberg Tribunal admitted when symbolically accusing Fichte, Hegel, as well as Nietzsche. According to Rosa Sala Rose, in the prosecution’s opening speech, the French prosecutor Francis de Menton, emphasizing that it was not his intention to connect Nietzsche philosophy with brutal primitivism of Nazism, still claimed that “Nietzsche is among those ancestors to whom Nazism justly refers to as it was him who first compactly criticized values of humanism, and besides his vision of dominance of people gifted with unlimited power over masses announced Nazi regime. (…) Morality of immorality, the consequence of the purest Nietzsche’s doctrines admits destruction of each and every conventional morality as human’s most important duty”. Compare. R.S. Rose, Krytyczny słownik mitów i symboli nazizmu, transl. Z. Jakubowska, A Rurarz, Warsaw 2006, p. 166.
[7] A. Drews, Nietzsche als Philosoph des Nationalsozialismus?, “Nordische Stimmen“, 1934, pp. 172-179. Cited after R. Safranski, Martin Heidegger: Between Good and Evil, Cambridge 1999, p. 300.
[8] It has its legal and political justification: “Nazism in the nation theory meant breaking up with a concept of legal positivism, in which the standard of conduct is law. Carl Schmidt claimed that sovereignty of authorities’ decision is above law. Since the political act is more important than legal standards, the leader is not any more restricted in his actions. In a Nazi country the leader’s will is a law”. J.Derek, Nazizm [in:] M. Siwiec (ed.) Słownik myśli społeczno-politycznej, Bielsko-Biała 2004, p. 450.

[More information here about the editions and translations of Nietzsche and the Nazis.]

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Cineas and the meaning of life

PyrrhusPyrrhus, the great Greek general, is off to conquer the world — Italy, Sicily, Libya, Carthage, and beyond. Cineas, his eloquent adviser and ambassador, asks him: What will you do after you conquer the world? Pyrrhus answers that he will take his ease. Cineas replies, Then why not take your ease now?

Source:
Paraphrasing from Plutarch, Life of Pyrrhus, pp. 337-ff.

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Double insult — Rousseau and the French

Trevor-RoperHugh Trevor-Roper was known for his biting polemical style. In a youthful fellowship essay he described Rousseau’s Confessions this way:

“a lucid journal of a life so utterly degraded that it has been a bestseller in France ever since.”[1]

Of course, Confessions has also sold well in the English-speaking world (I see at least eight editions available at Amazon), as well as in other languages.

Even so, one must admire a good two-birds-one-stone zinger when one comes across it.

Source:
[1] Quoted in Joseph Epstein, Essays in Biography, Axios Press, 2012, p. 370.

rousseau-houdon-louvreRelated at this site:
Rousseau’s Counter-Enlightenment. Rousseau’s collectivism and statism. Rousseau and the French Revolution. Rousseau’s five children and Who is the most loathsome philosopher in history?

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Two high-profile plagiarism cases — and two questions

Chris Hedges and Slavoj Žižek.

bart-simpson-plagiarizeFirst question: If you’re a leftist, is plagiarism a bad thing? Left philosophy tends to argue that “knowledge” is a social product, that individuals are products of social circumstances, what’s yours is mine, and so on.

Second question: WTF? These are both smart guys. They know they can think for themselves and crank out lots of words. So why on earth would they do it?

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Kostyło on postmodern dialectic of social care

P.Kostylo (2)A fascinating article by a Polish philosopher, Professor Piotr Kostyło of the University of Casimir the Great. (Courtesy of the publisher, here is a PDF of Kostyło’s article.)

Kostyło notes that this generation of postmodern thinkers seems to have turned against state-provided welfare programs. The usual left-right debate over welfare is between those who argue that welfare spending is inadequate and should be increased and those who argue that it incentivizes bad behavior and should be reformed. So the postmodern position is interesting because it is radically different.

Michel Foucault and Lech Witkowski are taken as representatives of postmodernism, whose “clear message” is that “the weakness of social care is not this or that institution or feature of the people engaged in it; its fundamental weakness is the very fact that it exists and is still maintained.”[34, italics added] foucault-hands

So a question: How did the postmoderns, who typically are on the left politically and so, one might expect, should be in favor of expansive government, come to reject the government provision of social welfare?

Kostyło then tells an intellectual-history story that begins in the Enlightenment, one key feature of which was a belief in human progress, including the belief that poverty was not a normal or inevitable state but rather a solvable problem. But, Kostyło argues, the Enlightenment came in two major versions, the British and the Continental, and each version sought to solve the problem of poverty differently.

The British approach (Kostyło highlights Lord Shaftesbury and Adam Smith) was more empirical, experimental, and individualist. By contrast, the Continental (Kostyło highlights Jean-Jacques Rousseau and Denis Diderot) was more rationalist, theory-driven, and collectivized.

The philosophical differences drove dramatic differences in practice. For the British, the issue was not, abstractly, “the problem of poverty” but, particularly, “the poor person.” The right action was not a generalized, one-size-fits-all recipe but an individualized and personalized effort tailored to the particular circumstances.[35] As a result, the British tried many approaches experimentally.

By contrast, the Continental-French approach focused on “something abstract — the common good of humanity.” Kostyło quotes Rousseau’s articulation of this principle in Émile. While compassion and pity may properly motivate care for the poor, Rousseau argued that:rousseau-rock

“To prevent pity from degenerating into weakness, it must, therefore be generalised and extended to the whole of mankind … For the sake of reason, for the sake of love of ourselves, we must have pity for our species still more than for our neighbour.”[36]

From Rousseau to the French postmodernists such as Foucault, Derrida, and Lyotard is a story that unfolds over 200 years, and Kostyło sketches how the abstract theory in practice led to the impersonal, bureaucratized, top-down behemoth that has both failed to improve the lot of the poor, demoralized those who work in the system, and alienated its intellectual advocates — as well as those who, like the postmodernists, now want to reject the behemoth totally.

As a step in the direction of reform, Kostyło rightly points out that intellectual reform is the first step, and he accordingly calls for a re-consideration of the British Enlightenment — especially he calls for Continental thinkers to consider it seriously, as the British Enlightenment is much less known on the continent.

Kostyło tells the story smartly and compactly, along the way covering Marx, Hegel, the Frankfurt School, and Gertrude Himmelfarb. I recommend the article to you for the details.

Source:Polish-Kostylo
Piotr Kostyło. 2011. “Postmodern Dialectic of Social Care.” Social Problems in Polish Pedagogy after 1989, Bydgoszcz, Wydawnictwo UKW, s. 32-46. With permission from the publisher, here is a PDF of Professor Kostyło’s article.

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My Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault. Book information page at my site or the book via Amazon.

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