The Most Important Artist of the Century [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“A survey asked our generation’s leading artists and critics to identify the most influential artist of the twentieth century. Who won? If you guessed Pablo Picasso — nice try, but he came in second.

“Before identifying the survey’s winner, let’s ask why it matters who topped the list.

“Any generation’s top artists and critics have much cultural power. They decide what kind of art we will experience for the rest of our lives. They make the art and display it to us. They tell us what it means and what we should try to experience. Some sit on committees that make grants and awards to encourage the kind of art that they think is most worthy. Their judgments allocate prestigious gallery and museum space and influence who commands the big money at art auctions. Many are also professors of art who shape the thinking of students who will go on to become the critics, designers, and artists who will shape our aesthetic for decades to come.

“So their pronouncements about which artists we should most learn from are of great cultural significance.

“And the survey’s winner is …” [Read more here.]

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Last week’s column: Do We Really Live in a World of Scarce Resources?.

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Hindi translation of Explaining Postmodernism in the works

I’m happy to announce that there will be ahindi Hindi translation of Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault. The translator, Dr. Kaptan Singh, is now working on the manuscript, and publication will likely be early in 2016.

As there are an estimated 830 million native Hindi speakers, I am especially pleased that my book will be available to them.

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Quem realmente deseja resolver o problema da pobreza?

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Deixe-me compartilhar contigo o número mais impressionante de nossa geração: 600 milhões.

Esse é o número de pessoas que foram retiradas da pobreza extrema nos últimos 25 anos. Nunca antes na história tantas pessoas alcançaram um nível mínimo de conforto. A linha de pobreza é uma questão controversa, já que não há consenso universalmente aceito, dependendo de cálculos sobre renda e poder de compra particulares a cada economista ou nação. No entanto, o número mais amplamente citado é o do Banco Mundial, em US$ 1,25/dia. As estatísticas do excelente site Gapminder estabelecem o valor de US$ 2/dia.

A maioria dos avanços foi feita pelas duas nações mais populosas do mundo, Índia e China. Há três décadas, a taxa de extrema pobreza na Índia era 60%; hoje, ela é de 33%. O progresso da China é ainda mais espetacular: em 1981, ela tinha uma taxa de pobreza de 84%; hoje, ela é de 12%. A América Latina também progrediu, assim como o resto da Ásia e o Norte da África. Somente na África Subsaariana, com poucas exceções (Botswana, por exemplo), é que o declínio da pobreza tem sido dolorosamente lento. No terceiro mundo, de forma geral, a taxa de pobreza diminuiu de 52% para 21%. Esses números foram retirados dessa reportagem do site do The Wall Street Journal.

Excelente notícia! Deveriam ser celebradas por todas as pessoas moralmente saudáveis no mundo inteiro.

Contudo, essas notícias só contam parte da história e esse fato é silenciado por diversos setores. A razão para o silêncio é que a explicação da redução da pobreza parece ser a seguinte:

Communist Party of India• A Índia era muito pobre porque tinha experimentado um socialismo moderado após a conquista da independência em 1947 por muitos anos, sob a liderança de Jawaharlal Nehru. Mas, na década de 1980 (e, especialmente, em 1991), relaxou sua oposição ao livre mercado e desregulamentou grande parte das indústrias. Como resultado, a iniciativa privada floresceu em alguns setores e o número de pobres caiu drasticamente.
• A China era terrivelmente pobre porque tinha experimentado um socialismo forte quando os comunistas assumiram o governo em 1949 — mas, ao final da década de 1970, após a morte de Mao Zedong, relaxou as restrições à propriedade privada e ao comércio, permitindo maior comércio com, e investimento de países estrangeiros.

Em outras palavras, ambos se afastaram do socialismo, em direção ao capitalismo.

Certamente, há outros fatores envolvidos. Eu gosto muito da “Hipótese de Bollywood” do economista Nimish Adhia, por exemplo, a qual diz que: antes dos anos 1980,bollywood-dancing empresários e investidores externos (e os conceitos de lucro e concorrência) eram uniformemente retratados nos filmes hindus como imorais e cruéis — no entanto, ao final de 1980, empresários bem sucedidos começaram a aparecer regularmente como indivíduos decentes e, ocasionalmente, heroicos. Assim, a indústria cinematográfica preparou o caminho (do ponto de vista cultural) para as reformas políticas das quais a Índia tanto necessitava.

E agora trato dos Yabuts, que é o nome que atribuo às pessoas que parecem ter uma reação automática para explicar quaisquer estatísticas que não se encaixam com sua visão de mundo. “Yeah but, (tradução livre, Sim, mas) o que dizer…”

Nesse caso, em vez de focar no significado dos números da pobreza, os Yabuts imediatamente direcionam a discussão a temas como “fábricas de suor” (em inglês, “sweatshops”), o meio ambiente, a desigualdade e assim por diante. Tudo bem — e cada um desses temas merece tratamento específico — mas se essa é a sua primeira resposta às excelentes notícias sobre a redução da pobreza, então não diga que você está muito preocupado com o destino dos pobres.

Sim, as pessoas frequentement e trabalham com coisas desagradáveis antes de chegar à prosperidade – esse tem sido o caminho trilhado por todas as nações que se tornaram ricas.

Sim, existem tradeoffs de curto prazo entre a produtividade econômica e a saúde ambiental — até a nação se tornar rica o suficiente para ser capaz de limpá-lo e embelezá-lo. Isso é o que ocorreu nos países ricos do mundo, todos os quais são mais limpos do que os países mais pobres.

Sim, muitas pessoas enriqueceram mais rápido do que outras — e isso não é problema, ao menos que o enriquecimento se dê por meio do crime ou da força política.

E agora um pouco de blamestorming (tradução livre, ato de buscar culpados). Vamos retornar ao silencia, principalmente de alguns tipos de intelectuais, que deveriam estar opondo-se às boas notícias sobre a redução de pobreza. Sim, estou falando sobre um vasto número de pensadores socialistas que dominam alguns setores de nossa vida intelectual.

A maioria dos socialistas dirá que se tornaram socialistas por sua preocupação com os pobres. Eles passaram a acreditar em uma rede de ideias: que somente o governo pode garantir um padrão de vida mínimo. Que o grande poder do governo pode ser aplicado de forma eficiente e benévola como uma solução rápida para os problemas dos mais pobres. Que nós somos moralmente obrigados a conceder um cheque em branco ao governo para fazê-lo. Eles também passaram a desconfiar ou mesmo desprezar o capitalismo de livre mercado, o qual, eles acreditam, coloca os ricos contra os pobres e, além disso, não só fracassa em garantir aos pobres a sobrevivência, mas efetivamente os explora.poverty-india

Todos nós temos nossas teorias. Mas também sabemos que os humanos são propensos a tomar quaisquer tipos de crenças com base moral, deixando que se fortaleçam. É também muito fácil tornar as crenças solidas de um individuo como elemento central de sua identidade pessoal, considerando desafios a elas como ataques a sua identidade. Assim, torna-se praticamente irresistível ignorar novas informações, resistir a interpretações contrárias, e reagir com hostilidade contra aqueles que as fazem.

Então, é nessa geração atual de amigos do socialismo, para os quais se tornou um dogma a afirmação de que Não deverás falar nada de bom sobre o livre mercado. Esse é um dogma que os impede até mesmo de celebrar o progresso das vidas de 600 milhões de seres humanos.

O verdadeiro teste de caráter a qualquer pensador é se ele está disposto a colocar sua teoria ao teste dos resultados práticos. Seguir ativamente os dados. Verificar quaisquer dados diferentes. Explicar tais dados.

Então a resposta sobre quem realmente deseja resolver o problema é: aqueles que fazem o seu dever de casa.

Estudos de caso sobre a Índia e a China deveriam ser uma parte fundamental da educação de qualquer pessoa seriamente preocupada com a pobreza. Veja outros casos de sucesso — Coréia de Sul, Polônia, Chile e Botswana — para dar alguns exemplos geograficamente distintos.

Os fatores comuns são sempre os mesmos: respeito crescente pelos direitos de propriedade, liberdade de comércio, abertura ao investimento e capital humanos, orgulho pela criação de riqueza e a consequente liberação da energia empreendedora humana.

Assim como na China e na Índia, todas essas nações alcançaram — apesar de feroz oposição — no máximo, um liberalismo de mercado modesto.

Imagine se tivessem tentado um liberalismo de mercado imodesto.

* * *

hicks-stephen-2013“Quem realmente deseja resolver o problema da pobreza?” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo: Ceticismo e socialismo de Rousseau a Foucault e Nietzsche and the Nazis.

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PanAm Post interview by Belén Marty — Spanish, Portuguese, and English versions

Marty,B-graphicIn Buenos Aires, I was interviewed by journalist Belén Marty for the PanAm Post. The theme was populism, postmodernism, and politics, as captured in the title “Populism Succeeds Where Education Fails.”

Here are the interview’s original Spanish and English versions, and the interview has now also been translated into Portuguese by Adriel Santana.

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Do We Really Live in a World of Scarce Resources? [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“You’ve likely heard the Bad News: we are supposed to be running out of resources. As a result you are sometimes asked: Will you continue use up resources selfishly — or are you willing to make sacrifices? Possibly you individually are a person of selfless virtue, but how likely is it that most other people will give up their consumerist lifestyles for the good of humanity? So, you are also asked, shouldn’t we empower the government to make some tough choices on behalf of future generations?

“The Good News, though, is that the Bad News is almost always false — and a relic of pre-modern thinking. …” [Read more here.]

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Last week’s column: Lifeboat Ethics: How Scarcity Thinking Sets Us at Each Others’ Throats.

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At the site of Aristotle’s Lyceum in Athens

The site was only recently discovered but unfortunately was not open to hoi polloi when I was there. Hence these two through-the-fence shots:

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The site is on the east side of Rigillis Street, about a kilometer east of the Acropolis. It’s just south of the Byzantine Museum and a neo-classical building that apparently serves a military function.

(Suggestion: do not take pictures of the military building, charming though it may be, or two sturdy, uniformed men will coming running down the street after you and insist, quite firmly, that you delete the photo.)

It felt solemn to actually be where Aristotle thought and taught 2,400 years ago. It also felt abstracted, as only minimal foundations remain of the original living and working structures. And it felt somewhat incongruous, as immediately to the south is a very modern building housing the Athens Conservatory, all of it in the midst of the suburban bustle of contemporary Athens.

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Sidebar 1: I probably should mention that other guy who founded a pretty important school. Here’s an irreverent selfie at the site of the Academy in Athens. I call this one Hicks and Plato, with a nod to Raphael.

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Sidebar 2: Discovered on a street in the Plaka neighborhood. Who knew this about Aristotle?

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My Kaizen interview with Argentine entrepreneur Billy Yeatts

This interview could be subtitled Entrepreneurship from Buenos Aires to Tierra del Fuego to Houston and Bolivia and more.

Yeatts-smGuillermo “Billy” Yeatts has had a colorful career, first working as an analyst for Citibank in New York and an executive for Ford in Detroit and Massey Ferguson in Argentina before launching his own entrepreneurial businesses in oil and gas.

Along the way he found time to co-found several nonprofit organizations and write ten books on topics ranging from the petroleum industry to the problem of poverty in Latin America.

Here is my Kaizen interview with Billy Yeatts on entrepreneurship in Latin America.

For more of our interviews with leading entrepreneurs, see CEE’s Kaizen page.

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Levando os artistas modernos ao pé da letra

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Você pode ter notado que as coisas no mundo da arte estão um pouco, bem, fora do lugar.

Entre os artistas que mais ouvimos falar hoje estão a “garota-vômito”, também conhecida como Millie Brown, que bebe leite de soja com corantes e o vomita na tela. Ou Jeff Koons, que recebe milhões por objetos intencionalmente banais, tais como uma estátua de porcelana do cantor Michael Jackson acariciando seu amado chimpanzé Bubbles. E existe o famoso Portrait of the Artist as a Young Boy Buggering a Goat (tradução livre, Retrato de um Artista como um Garoto Transando com uma Cabra). Na verdade, esse é o nome que inventei para a obra Cultural Gothic, de Paul McCarthy, a qual, de fato, mostra um garoto transando com uma cabra enquanto recebe a benção do pai.

Os artistas normalmente indicados para os grandes prêmios são aqueles como Tracey Emin: ela exibiu a sua cama com lençóis manchados por secreções corporais, preservativos usados e calcinhas ensanguentadas de menstruação. Ou Chris Ofili, que incorpora estrume de elefante às suas telas. Ou os Irmãos Chapman, cuja obra Death (tradução livre, Morte) parece-me muito mais duas bonecas infláveis fazendo um 69 — contudo, aqui está a grande jogada: elas são, na verdade, feitas de bronze e só pintadas para parecer de plástico!tracey-emin-my-bed

Mas nada disso é novidade.

Em outro momento, escrevi um texto “Por que a arte se tornou feia?” — sobre o porquê, no século passado, os grandes pensadores do mundo da arte passaram a crer em um conjunto de crenças pessimistas e céticas sobre a brutalidade da natureza humana, a morte de Deus, e o vazio da existência. Desde então, muitos artistas e seus apreciadores têm trabalhado nesse sentido, expressando minuciosamente toda possível variação sobre esses temas.

Cem anos se passaram e pouco mudou. Para os artistas — a quem todos nós consideramos como seres criativos e originais — isso é triste. Existe um sentimento de cansaço mesmo dentro do mundo da arte, um sentimento de que toda a badalação da mídia e os dólares estão sendo dirigidos para esforços que simplesmente não são tão diferentes do mesmo velho, arcaico que temos visto por décadas. O mundo da arte está em um estado de tédio mesmo com relação ao próprio tédio.

Para mim, a persistência nesse caminho é um mistério. Por que o mundo da arte não busca algo novo, assim como um adolescente (ou qualquer outra pessoa) que passa por uma fase, mas que se entedia, percebe que está na rotina, e tenta outra coisa? A moda no vestuário muda rapidamente e segue diversas tendências. A música popular nunca para, reinventando-se regularmente. O estilo e os recursos dos automóveis evoluem, às vezes, de forma dramática. Isso é criatividade. Em contraste, o mundo da arte moderna está em uma bolha estática, reciclando os mesmos tropos, e as últimas gerações de estudantes de artes têm vestido o mesmo uniforme: preto no preto.

A minha resposta a esse mistério é que a arte trata sempre sobre seriedade, e os temas artísticos são mais sérios do que a moda, música popular e tipos de carros. Intelectual e emocionalmente, os artistas não conseguiram superar o pessimismo profundo adotado no século passado — eles genuinamente sentem que tudo é vazio e saturado — então, não há nada que fazer além de transferir a sua energia criativa para repetir e repetir os mesmos temas.

Mischa Badasyan é um exemplo recente. Badasyan é um jovem homossexual que planeja manter relações sexuais com um homem diferente todos os dias, por um ano. Os encontros acontecerão, sempre que possível, em “não lugares”, os quais são “supermercados, shopping centers, aeroportos e outros locais anônimos onde as pessoas perdem o senso de identidade e se sentem deslocados”. “Nesses lugares”, ele comenta, “você não tem que falar com ninguém ou se sentir como parte do lugar. Isso gera solidão”. E, ele explica, esse é o objetivo do seu projeto — o vazio da vida sexual moderna, especialmente no mundo gay, com suas relações casuais e sexo sem sentido.Millie-Brown

Essa é o espetáculo artístico, com uma boa campanha de marketing antecipada para gerar interesse. Mas com um objetivo: “eventualmente, eu serei como um ‘não lugar’”, Badasyan hipotetiza, como resultado do projeto.
Note que ele está ocupado com questões humanas verdadeiramente importantes: o que dá significado ao sexo? O amor verdadeiro é realmente possível? Ou todos nós estamos profunda e desesperadamente sozinhos, destinados a permanecer dessa maneira?

No entanto, você tem que admitir a originalidade do Sr. Badasyan — ninguém inseriu a promiscuidade no mundo da arte moderna dessa forma antes. Em vez de retratar a autoimolação em personagens fictícios ou pinturas em telas, o próprio Badasyan é o texto ou a tela, por assim dizer: seu objetivo é ser a arte e se tornar a coisa vazia ou desolada que outros artistas somente expuseram em textos ou telas.

Dois aspectos da arte são importantes aqui. A arte é sempre uma autoexpressão. E a arte que é tornada pública é uma mensagem — que o artista sempre quer que sua audiência tenha certo tipo de experiência.

Leve em consideração a autoexpressão de Badasyan. Afaste toda e qualquer suspeita que você possa ter que isso seja meramente uma jogada publicitária.

Quem é Badasyan? Ele é humano, assim como todos nós. Ele deseja amor e sexo. Às vezes, ele experimenta a solidão. Ele se pergunta se alcançará o “felizes para sempre”, assim como todos nós. Ele tem um ano inteiro pela frente — e, assim como todos nós, ele pode escolher como usar seu tempo: buscar um real significado para suas relações ou se rebaixar. A escolha declarada por Badasyan é autorevelatória, assim como as escolhas que nós fizemos expressam quem realmente somos.

Aliás, por tornar o projeto público, Badasyan está nos dizendo que ele deseja que o conheçamos por quem ele realmente é. Essa não é uma busca pessoal, privada. Artistas que publicam seu trabalho querem ocupar espaço na sua mente. No próximo ano, ele quer que você pense nele mantendo relações sexuais de algum tipo — gay, impessoal, emocionalmente vazia — naqueles ‘não-lugares’, talvez mesmo no seu aeroporto ou shopping center.

Levar os artistas ao pé da letra não significa aceitar a sua visão de mundo. A maioria dos artistas modernos reconhece o abismo entre o seu mundo e a visão de mundo mais benevolente e otimista da maioria das pessoas. Esse abismo irrita-os intensamente. Eles também sabem que carregam o prestígio do mundo da arte, o qual foi construído com o passar dos séculos, e sabem que nossa atitude padrão é admirar os artistas. Então, eles sabem que podem usar o poder social efetivamente contra aqueles de nós que não compartilham de sua visão de mundo. A arte é uma autoexpressão — e uma tática de choque nas guerras culturais.Koons-Bubbles

Como podemos reduzir o poder dessa tática?

A repetição constante, década após década, reduziu o impacto da negatividade. Retornos decrescentes, como dizem os economistas. Mas talvez uma coisa mais importante seja reconhecer que a repetição constante com pequenas variações é, embora autenticamente sentida, uma confissão de fraqueza artística: não temos nada de novo a dizer.

Uma analogia: considere uma criança que é agredida verbal e fisicamente por seu pai. Ela não conseguirá terá sucesso por conta própria, pois ele faz insinuações maldosas periodicamente com palavras bem escolhidas. O pai é uma figura poderosa na mente da criança, e ela cresce acreditando que o pai merece respeito. Mas a criança se torna uma jovem mulher, sai de casa e busca realizar algo em sua vida. Anos depois, ela revisita o seu pai por uma perspectiva adulta, e quando seu pai recomeça a exibir a mesma postura, ela percebe que as pessoas que desvirtuam tudo são fracas, normalmente fracassadas, que querem que os outros fracassem na vida. Além disso, agora ela sabe que nem todos os pais são assim. Para ela, então, seu pai torna-se uma figura patética — suas palavras e ações como expressão de um perdedor assumido.

O poder de expressão e comunicação da arte é verdadeiramente impressionante. O grande prestígio social e poder do mundo da arte foram merecidamente alcançados ao longo de muitas gerações. Desse poder é que se aproveitam as gerações recentes de artistas. Podemos conceder o benefício da dúvida, inicialmente. Mas para aqueles que prosseguirem por décadas a brincar com fezes, retratar cenas falsas de sexo infantil ou devotar-se a trivial e exibida desvalorização de si — talvez seja hora de nós os interpretarmos ao pé da letra.

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hicks-stephen-2013“Levando os artistas modernos ao pé da letra” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo: Ceticismo e socialismo de Rousseau a Foucault e Nietzsche and the Nazis.

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