Cineas and the meaning of life

PyrrhusPyrrhus, the great Greek general, is off to conquer the world — Italy, Sicily, Libya, Carthage, and beyond. Cineas, his eloquent adviser and ambassador, asks him: What will you do after you conquer the world? Pyrrhus answers that he will take his ease. Cineas replies, Then why not take your ease now?

Paraphrasing from Plutarch, Life of Pyrrhus, pp. 337-ff.

Posted in Ethics, History | Tagged , , | Leave a comment

Double insult — Rousseau and the French

Trevor-RoperHugh Trevor-Roper was known for his biting polemical style. In a youthful fellowship essay he described Rousseau’s Confessions this way:

“a lucid journal of a life so utterly degraded that it has been a bestseller in France ever since.”[1]

Of course, Confessions has also sold well in the English-speaking world (I see at least eight editions available at Amazon), as well as in other languages.

Even so, one must admire a good two-birds-one-stone zinger when one comes across it.

[1] Quoted in Joseph Epstein, Essays in Biography, Axios Press, 2012, p. 370.

rousseau-houdon-louvreRelated at this site:
Rousseau’s Counter-Enlightenment. Rousseau’s collectivism and statism. Rousseau and the French Revolution. Rousseau’s five children and Who is the most loathsome philosopher in history?

Posted in History of Philosophy | Tagged , , , | Leave a comment

Two high-profile plagiarism cases — and two questions

Chris Hedges and Slavoj Žižek.

bart-simpson-plagiarizeFirst question: If you’re a leftist, is plagiarism a bad thing? Left philosophy tends to argue that “knowledge” is a social product, that individuals are products of social circumstances, what’s yours is mine, and so on.

Second question: WTF? These are both smart guys. They know they can think for themselves and crank out lots of words. So why on earth would they do it?

Posted in Philosophy | 7 Comments

Kostyło on postmodern dialectic of social care

P.Kostylo (2)A fascinating article by a Polish philosopher, Professor Piotr Kostyło of the University of Casimir the Great. (Courtesy of the publisher, here is a PDF of Kostyło’s article.)

Kostyło notes that this generation of postmodern thinkers seems to have turned against state-provided welfare programs. The usual left-right debate over welfare is between those who argue that welfare spending is inadequate and should be increased and those who argue that it incentivizes bad behavior and should be reformed. So the postmodern position is interesting because it is radically different.

Michel Foucault and Lech Witkowski are taken as representatives of postmodernism, whose “clear message” is that “the weakness of social care is not this or that institution or feature of the people engaged in it; its fundamental weakness is the very fact that it exists and is still maintained.”[34, italics added] foucault-hands

So a question: How did the postmoderns, who typically are on the left politically and so, one might expect, should be in favor of expansive government, come to reject the government provision of social welfare?

Kostyło then tells an intellectual-history story that begins in the Enlightenment, one key feature of which was a belief in human progress, including the belief that poverty was not a normal or inevitable state but rather a solvable problem. But, Kostyło argues, the Enlightenment came in two major versions, the British and the Continental, and each version sought to solve the problem of poverty differently.

The British approach (Kostyło highlights Lord Shaftesbury and Adam Smith) was more empirical, experimental, and individualist. By contrast, the Continental (Kostyło highlights Jean-Jacques Rousseau and Denis Diderot) was more rationalist, theory-driven, and collectivized.

The philosophical differences drove dramatic differences in practice. For the British, the issue was not, abstractly, “the problem of poverty” but, particularly, “the poor person.” The right action was not a generalized, one-size-fits-all recipe but an individualized and personalized effort tailored to the particular circumstances.[35] As a result, the British tried many approaches experimentally.

By contrast, the Continental-French approach focused on “something abstract — the common good of humanity.” Kostyło quotes Rousseau’s articulation of this principle in Émile. While compassion and pity may properly motivate care for the poor, Rousseau argued that:rousseau-rock

“To prevent pity from degenerating into weakness, it must, therefore be generalised and extended to the whole of mankind … For the sake of reason, for the sake of love of ourselves, we must have pity for our species still more than for our neighbour.”[36]

From Rousseau to the French postmodernists such as Foucault, Derrida, and Lyotard is a story that unfolds over 200 years, and Kostyło sketches how the abstract theory in practice led to the impersonal, bureaucratized, top-down behemoth that has both failed to improve the lot of the poor, demoralized those who work in the system, and alienated its intellectual advocates — as well as those who, like the postmodernists, now want to reject the behemoth totally.

As a step in the direction of reform, Kostyło rightly points out that intellectual reform is the first step, and he accordingly calls for a re-consideration of the British Enlightenment — especially he calls for Continental thinkers to consider it seriously, as the British Enlightenment is much less known on the continent.

Kostyło tells the story smartly and compactly, along the way covering Marx, Hegel, the Frankfurt School, and Gertrude Himmelfarb. I recommend the article to you for the details.

Piotr Kostyło. 2011. “Postmodern Dialectic of Social Care.” Social Problems in Polish Pedagogy after 1989, Bydgoszcz, Wydawnictwo UKW, s. 32-46. With permission from the publisher, here is a PDF of Professor Kostyło’s article.

My Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault. Book information page at my site or the book via Amazon.

Posted in Fruits of the Enlightenment, History of Philosophy | Tagged , , , , , , , , , | 8 Comments

Filosofia e um Século de Guerra

Filosofia e um Século de Guerra

Stephen R. C. Hicks
(Tradução e revisão de Matheus Pacini.)

A filosofia tem uma reputação de ser abstrata e difícil: o que pode certamente ser. Ela possui, também, uma reputação por não ser prática: o que é mentira. Hoje, então, quero lhe dar uma razão para acreditar que a filosofia faz diferença no mundo em que vivemos.

war-shEm primeiro lugar, vamos considerar o século XX, que foi um século de guerras. Aqui está um lista das principais guerras do século XX:

1º Guerra Mundial – começou em 1914 e terminou em 1918.

2º Guerra Mundial – começou em 1939 e terminou em 1945.

O que essas duas guerras têm em comum é que a maioria das grandes potências mundiais estava envolvida, e que muitas pessoas morreram.

A Guerra Fria é geralmente datada de 1947 a 1991, com o colapso da União Soviética. Às vezes, é datada de 1946, com o famoso discurso de Churchill sobre a “Cortina de Ferro”.

A Guerra da Coréia – começou em 1950 e terminou em 1953.

Logo depois, a Guerra do Vietnã, que certamente permanece na mente dos norte-americanos, de 1959 até 1975.

Próximo passo: considerar quem lutou em cada uma dessas guerras.

Vamos voltar à 1º Guerra Mundial. Do lado dos Aliados, nós temos a Grã-Bretanha. Nós temos a França. Com a Grã-Bretanha, temos a participação da maioria dos países da Comunidade Britânica (Commonwealth): Canadá, Índia, Nova Zelândia e assim por diante. Um pouco mais tarde, os Estados Unidos entra no conflito.

Do outro lado, temos as chamadas Potências do Eixo. Lideradas pela Alemanha, temos o Império Austro-húngaro e, mais a leste, o Império Turco ou Otomano.

2ª Guerra Mundial: novamente, de um lado temos a Grã-Bretanha, a maioria dos países da Comunidade Britânica (Commonwealth) e os Estados Unidos. De outro lado, novamente, temos a Alemanha e, dessa vez, seus aliados são a Itália e, mais a leste, o Japão.[1]

Seguimos para a Guerra Fria, que se estendeu por muitos anos na segunda parte do século XX. Os dois países em conflito são os Estados Unidos e a União Soviética (URSS).

Avançamos para a Guerra da Coréia, que começou em 1950. Essa guerra é entre a Coréia do Norte, com apoio de bastidores e, às vezes, explícito da China e da União Soviética. Do outro lado, temos a Coréia do Sul, explicitamente aliada aos Estados Unidos.

Agora focamos na Guerra do Vietnã. Aqui, novamente, temos o norte contra o sul. O Vietnã do Norte, com apoio da China e da União Soviética. O Vietnã do Sul, com o apoio dos Estados Unidos.

Agora, vamos considerar os países do lado esquerdo da lista – isto é, aqueles que foram e ainda são aliados no decorrer do século XX – e pergunto: “Que tipo de sistema político-econômico utilizam?”

war-alliesDesse lado, os países são: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França e assim por diante. O que eles têm em comum é defendem o sistema capitalista de livre mercado e são democráticos e republicanos.

Agora, vamos considerar as nações do lado direito da lista. A Alemanha, em 1914, era um império autoritário, da mesma forma que o Império Austro-húngaro e o Império Otomano. war-axisNo advento da 2ª Guerra Mundial, a Alemanha era um regime nacional socialista. Sua aliada, a Itália, era um regime fascista, e o sistema político japonês naquela época era um regime militarista, autoritário.

Se nos focarmos na Guerra Fria, o principal inimigo dos Estados Unidos é a União Soviética. Essa é uma guerra – “fria” – todavia de influência global, e a União Soviética é um regime comunista ou um regime internacional socialista.

Se nos focarmos na Guerra da Coréia, a Coréia do Norte queria se tornar comunista e estava sendo apoiada pela China e pela União Soviética.

Seguimos para a Guerra do Vietnã, que começou em 1959 e se intensificou na década de 1960. O Vietnã do Norte queria se tornar comunista e estava, novamente, recebendo apoio da China Comunista e da União Soviética.

Em poucas palavras: o que temos é, de um lado, um grupo de países mais ou menos comprometidos com o capitalismo de livre mercado e formas de governo democráticas e republicanas. Do outro lado, temos um grupo de países mais ou menos comprometidos com formas de governo autoritárias, nacional-socialistas, internacional-socialistas, também conhecidas como formas de governo comunistas e/ou fascistas.

Agora, vamos refletir sobre a teoria do capitalismo de livre-mercado, democracia e republicanismo: quem são os grandes nomes, do ponto de vista intelectual, por trás do desenvolvimento e defesa dos princípios teóricos envolvidos nesse tipo de sistema político-econômico?

johnlockeObviamente, muitos nomes podem ser mencionados, mas três dos mais importantes nesse quesito são John Locke, Adam Smith e John Stuart Mill. Coloco os três no mesmo patamar. John Locke é famoso por seu forte argumento baseados nos direitos naturais em prol de um sistema político democrático/republicano de livre mercado.adam-smith-50px John Stuart Mill é famoso por seu argumento utilitário em prol de um tipo de sociedade liberal capitalista. Adam Smith, é claro, é o grande nome envolvido no desenvolvimento da primeira geração de economistas de livre mercado com a sua obra A Riqueza das Nações, publicado em 1776.

Agora, vamos refletir sobre o outro lado. Quando pensamos no socialismo, comunismo e outrasmarx-50x61 formas mais autoritárias de governo, quais são os grandes nomes, do ponto de vista intelectual, que estão associados ao desenvolvimento daquelas ideias no mundo moderno? Novamente, muitos nomes podem ser mencionados, mas três dos mais importantes a serem mencionados são Georg Hegel, Karl Marx e Friedrich Nietzsche.nietzsche_50x57 Hegel escreveu na primeira metade do século XIX, Marx escreveu na metade do século XIX e Friedrich Nietzsche escreveu na parte final do século XIX.

Agora, façamos a seguinte pergunta: O que John Locke, Adam Smith e John Stuart Mill têm em comum? Duas coisas. Os três são ingleses e os três são filósofos. Os três são parte de um grande movimento de intelectuais que dominaram a filosofia e a vida cultural britânica – e, consequentemente, daquelas nações que foram influenciadas por ela – no início do século XVII até o final do século XIX.

Agora, vamos fazer a mesma pergunta para o outro grupo: O que Georg Hegel, Karl Marx e Friedrich Nietzsche têm em comum? Os três são intelectuais alemães e os três são, novamente, filósofos. Karl Marx, é claro, é muito conhecido por ser um economista e um filósofo político, mas seu PhD foi em filosofia, e ele desenvolveu uma filosofia para fundamentar seu sistema político-econômico. A formação de Friedrich Nietzsche foi em filologia clássica, mas ele é mais famoso por seu trabalho filosófico que trata de vários aspectos da vida.

É por tudo isso que a filosofia importa. Para compreender a história do século XX com todas as suas guerras é necessário destacar a importância dos debates filosóficos que ocorreram nos séculos anteriores. Por um lado, temos um grupo de nações que adotaram e aplicaram o tipo de sistema filosófico desenvolvido por Locke, Smith, Mill e outros intelectuais. Em oposição a ele, temos um grupo de nações que adotaram um sistema político baseado nos trabalhos filosóficos de intelectuais alemães do século XIX tais como Hegel, Marx e Nietzsche.war-chart-full

No decorrer dos séculos XVIII e XIX, ocorreu um debate filosófico aberto sobre várias questões – e, em grande parte, os filósofos britânicos e alemães seguiram caminhos distintos.

Nos países onde a filosofia britânica foi adotada, instituições políticas democráticas e republicanas, de livre mercado, se desenvolveram. Nos países onde a filosofia alemã foi adotada, tipos de sistemas mais socialistas, comunistas e autoritários assumiram o controle. A filosofia foi traduzida em prática politicamente, e esses sistemas políticos opostos então se digladiaram repetidamente ao longo do século XX.

John Maynard Keynes certa vez disse: “Homens práticos, que se acreditam isentos de qualquer influência intelectual, costumam ser escravos de algum economista já falecido”.[2]

É verdade, John Maynard Keynes. Homens práticos são quase sempre influenciados por intelectuais e, especialmente, economistas.

Mas me permita distorcer um pouco essa citação e dizer que atrás dos economistas e dos filósofos políticos estão os filósofos. No longo prazo, a filosofia, quando aplicada, a filosofia sempre faz a diferença.

* * *

[1] See my “More on philosophy and war: the Soviets in WW II” for why I did not include the Soviet Union in either list for WW II.
[2] John Maynard Keynes, The General Theory of Employment, Interest and Money, Chapter 24.

Fonte: Original post in English. Original video at Youtube and PDF of this Portuguese translation.

Posted in History, Philosophy, Politics | Leave a comment

Why are philosophers stupid about politics?

In a portrait of the philosopher George Santayana, literary essayist Joseph Epstein asks a question about philosophers:

“What is it about the study of philosophy that tends to make brilliant minds stupid when it comes down to what are known as actual cases? Consider Martin Heidegger, Bertrand Russell, Jean-Paul Sartre, and Ludwig Wittgenstein, the four great names in twentieth-century philosophy: the first was a Nazi, the second died certain that America was responsible for all the world’s evil, the third was a Stalinist long after any justification for being so could be adduced, and the fourth lived on the borders of madness most of his life. Contemplation of the lives of philosophers is enough to drive one to the study of sociology.”[1]

That list gives one pause. Thoughts?

Source: Joseph Epstein, Essays in Biography, Axios Press, 2012, p. 52.

Posted in Philosophy, Politics | 8 Comments

How great artists become great — Stravinsky and Tchaikovsky

From Igor Stravinky’s Autobiography:

“For me, as a creative musician, composition is a daily function that I feel compelled to discharge. I compose because I am made for that and cannot do otherwise.Stravinsky,I Just as any organ atrophies unless kept in a state of constant activity, so the faculty of composition becomes enfeebled and dulled unless kept up by effort and practice. The uninitiated imagine that one must await inspiration in order to create. That is a mistake. I am far from saying that there is no such thing as inspiration; quite the opposite. It is found as a driving force in every kind of human activity, and is in no wise peculiar to artists. But that force is only brought into action by an effort, and that effort is work.”

Stravinsky quotes Tchaikovsky from one of his letters: “Since I begantchaikovsky-kuznetsov-200x261 to compose I have made it my object to be, in my craft, what the most illustrious masters were in theirs; that is to say, I wanted to be, like them, an artisan, just as a shoemaker is …. [They] composed their immortal works exactly as a shoemaker makes shoes; that is to say, day in, day out, and for the most part to order.”

How great artists become great (Michelangelo, Beethoven).
More on how great artists become great (Liszt).
Yet more on how great artists become great (Rodin).

Posted in Music | 2 Comments

Žižek on pleasure and three types of leftists

I usually think of Slavoj Žižek as a performance-artist-of-philosophy-sometimes-shading-into-clownishness, but he can be perceptive, especially when diagnosing the internal dynamics of his fellow leftists.

Here is his taxonomy of left thinkers in terms of where they stand on the issue of enjoyment:

“Leftist libertarians see enjoyment as an emancipatory power: every oppressive power has to rely on libidinal repression, and the first act of liberation is to set the libido free.Slavoj_Zizek Puritan Leftists are, on the contrary, inherently suspicious of enjoyment: for them, it is a source of corruption and decadence, an instrument used by those in power to maintain their hold over us, so the first act of liberation is to break its spell. The third position is that taken by [Alain] Badiou: jouissance is the nameless ‘infinite,’ a neutral substance which can be instrumentalised in a number of ways.”[1]

An interesting exercise to think of the leftists one knows or knows about and to ask into which category they fit.


[1] Slavoj Žižek, Living in the End Times (2010), p. 373. Here’s the blurb, which demonstrates that Marxist apocalyptic psychology has morphed but still exerts a hold on many: “There should no longer be any doubt: global capitalism is fast approaching its terminal crisis. Slavoj Žižek has identified the four horsemen of this coming apocalypse: the worldwide ecological crisis; imbalances within the economic system; the biogenetic revolution; and exploding social divisions and ruptures. But, he asks, if the end of capitalism seems to many like the end of the world, how is it possible for Western society to face up to the end times?”

Posted in Politics | Tagged , | 1 Comment