After the Greek elections: crystal-ball gazing

Syriza, a far-left party with many Marxists, won the 2015 Greek election.syriza They replace New Democracy, a middle-of-the-road party that failed to solve Greece’s economic woes. Of course the left-Marxism of Syriza will also fail to solve those woes and will make them worse.

When that happens, to whom will the Greeks turn next?

Note who came in third in the 2015 election:

Greek-election-2015-WSJ

Golden Dawn is a neo-National-Socialist party about which I’ve written here. Their political platform combines economic socialism with racialist nationalism. Golden-Dawn-logo

So one crystal-ball prediction is that in a few years many Greeks will be saying: New Democracy failed, Syriza failed, so let’s give Golden Dawn a chance.

A glance backwards to Germany in the 1920s is worth consideration. The Germans were suffering economic woes. They felt they were being victimized by foreign powers. After their middle-of-the road party failed to solve Germany’s economic woes, voters increasingly waffled between supporting various far-left-socialist parties and a rising National Socialist party.

Another indicator: Syriza has formed a coalition with the Independent Greeks, a nationalist party that believes that Greece has been the victim of an “international conspiracy” and that calls for a “national awakening and uprising.”

And when one combines left socialism with right nationalism, one gets …

Sources:

Chart image snipped from The Wall Street Journal.

My article on Golden Dawn: “The Revival of Nazism in Europe — It’s Not Just Racism.” Portuguese translation by Matheus Pacini: “O renascimento do nazismo na Europa – não é somente racismo.”

My Nietzsche and the Nazis, which covers the 1920s German political context and the extent to which Nietzsche’s philosophy contributed to the theory and practice of National Socialism’s intellectuals and politicians.

Posted in Politics | Tagged , , , , | 1 Comment

Updated: Classic Readings in Philosophy of Education

apple-132x75To accompany my Philosophy of Education course lectures on video, here are readings from key philosophers.

Idealism: Plato (the Allegory of the Cave from Republic) and Immanuel Kant (from On Education).

Realism: Aristotle (from Politics) and John Locke (from Some Thoughts concerning Education).

Pragmatism: John Dewey (from Democracy and Education).

Behaviorism: B. F. Skinner (from Beyond Freedom and Dignity).

Existentialism: Jean-Paul Sartre (from Existentialism Is a Humanism) and Albert Camus (“The Myth of Sisyphus”).

Objectivism: Ayn Rand (“The Comprachicos” and selected quotations).

Montessori: Maria Montessori (The Montessori Method and selected quotations).

Marxism: Karl Marx (from Theses on Feuerbach and The Holy Family).

Postmodernism: Henry Giroux (from Border Pedagogy as Postmodern Resistance).

Related: My fifteen-lecture series on Philosophy of Education is also available at YouTube via these playlists.

Posted in Education, Philosophy | Leave a comment

O dinheiro compra as eleições? Quando os bilionários cortejam os eleitores

dinheiro-eleicoes-620x350

Outra eleição se aproxima e a questão na mente de todos é a seguinte: os grandes doadores terão o retorno esperado?

O cinismo sobre o financiamento de campanhas é uma resposta saudável a nossa longa história de capitalismo de compadrio. Quando os US$ 700 bilhões do pacote de resgate foram distribuídos durante a crise de 2008, instituições financeiras conectadas politicamente tais como Goldman Sachs receberam a maior parte. Nos anos 1990, a notória Enron estrategicamente fez doações significativas aos Democratas e aos Republicanos para assegurar que, independente do resultaria, ela teria um lugar à mesa. Fora do setor privado com fins lucrativos, sindicatos são também grandes doadores, assim como ativistas ambientalistas ricos e ONGs, além de outros interesses especiais. Como diz o velho ditado: quem paga o flautista dita o tom e, por consequência, os instrumentos e os músicos.democracy-not-for-sale

Depois de um pouco de cinismo, todavia, quais deveriam ser nossos próximos passos?

Uma reação comum é pedir mais controles durante o processo eleitoral. Algumas pessoas sugerem que deveríamos aprovar regulamentações mais rígidas que limitam as doações às campanhas eleitorais, além de conceder mais poderes aos agentes governamentais para que monitorem como as pessoas gastam seu dinheiro na política.

Porém, clamores por mais controles em uma democracia livre deveriam sempre ser um sinal de alerta, e antes de analisa-los, deveríamos considerar duas questões: quanto nós deveríamos nos preocupar com os gastos eleitorais? E a tentativa de controle do dinheiro nos levaria à fonte da corrupção do poder político?

As questões são atuais, como a Suprema Corte recentemente declarou inconstitucionais os limites impostos ao quanto os indivíduos podem doar a comitês ou candidatos políticos. Em McCutcheon v. Federal Election Commissiono tribunal decidiu — de forma apropriada, a meu ver — que as provisões de liberdade de expressão da Primeira Emenda eram violadas pelas restrições da FEC (tradução livre, Comissão Eleitoral Federal). Limitar a quantia de dinheiro que um indivíduo pode gastar é limitar quantos panfletos, pôsteres, e outras formas de publicidade ele pode adquirir, e como consequência, sua capacidade de expressão. Em uma sociedade livre, os indivíduos podem aplicar seu dinheiro no que acreditam, isto é, promover qualquer causa que desejarem — comercial, religiosa, artística ou política.

Certo. Mas e o que dizer da preocupação sensata de que os grandes doadores serão capazes de fazer muita propaganda e, por meio disso, ganhar a eleição?

Por diversas razões, acredito que não há nenhum problema.

Uma delas é o princípio da física política: para todo Koch existe um igual e oposto Soros. Isto é, para todo o bilionário que doa fortunas a um partido, existe quase sempre outro que faz o mesmo para o partido rival. Nenhuma evidência histórica prova que as contribuições de Democratas e/ou Republicados ricos sejam tão diferentes em termos monetários. E quando um partido se sai melhor em uma eleição, isso sempre impulsiona os captadores de recursos do outro lado a melhorarem seus resultados na próxima oportunidade. É assim que a competição funciona.Forbes-Koch-Cover

Outra razão é que, embora o dinheiro seja um recurso importante em uma campanha eleitoral, não é a único recurso ou mesmo o mais importante. Ter um grande número de voluntários é importante. Da mesma forma, podemos citar como fundamentais: (1) as reputações anteriores dos candidatos e os grandes atletas e estrelas de TV que os apoiam, (2) a criatividade dos marqueteiros que criam novos slogans e gráficos atraentes, (3) a capacidade organizacional dos administradores de campanha e, por fim, (4) a amizade dos grandes meios de comunicação.

Se quisermos limitar e controlar as doações porque podem afetar o resultado das eleições, então, em princípio, podemos limitar qualquer coisa que possa afetar o resultado das eleições. O FEC deveria ser capaz de nos dizer quanto tempo livre poderíamos voluntariar? Ou quantas pessoas famosas podemos usar como porta-vozes de nossa causa? Ou quantos gráficos ou slogans atraentes são permitidos em cada campanha?

Uma terceira razão é que os dados mostram que os candidatos que gastam mais nem sempre ganham.

  1. Nas primárias do Partido Republicano na Virginia, Eric Cantor angariou US$ 5,4 milhões enquanto que seu adversário, David Brat, somente US$ 207 mil. O dinheiro de Cantor pagou por 1037 anúncios na TV, enquanto que o de Brat, 65. O resultado? Brat obteve 55.6% dos votos e derrotou Cantor e os seus 44.4%
  2. Nas primárias para governador do Partido Democrata no estado do Havaí, o governador Neil Abercrombie gastou mais que o desafiante David Ige em uma margem de 10:1. Grande parte do financiamento de Abercrombie veio do bilionário Lawrence Ellison. Adivinhe quem ganhou? Como publicando no The Washington Post, Abercrombie foi “derrotado de maneira esmagadora”.
  3. No mês decisivo, anterior à eleição presidencial de 2012, os gastos pró-Romney eram significativamente maiores que os pró-Obama, mas Obama venceu com uma margem confortável.

Claramente, existem outros fatores — e talvez deveríamos dar mais crédito aos eleitores do que considera-los meramente como marionetes que são manipulados por grandes fortunas e os grandes meios de comunicação.

O que nos leva a uma quarta e mais importante razão.

Se quisermos ser defensores da democracia em uma sociedade livre, então temos que pensar na democracia como um experimento em evolução, tanto no aspecto político quanto no de educação do eleitor. Parte da democracia é um processo em andamento de ensino às pessoas sobre como viver em uma democracia — incluindo como pensar criticamente sobre as propagandas políticas, já que são confusas. E esse processo de educação é longo, lento, confuso e passa por diversas gerações de eleitores.money-politics

Os eleitores são capazes de pensar de forma independente. É claro, muitos escolhem permanecer ignorantes, outros se agarram ferrenhamente à sua posição atual, e outros ainda iludem-se com promessas vazias. Contudo, uma política democrática não pode tomar como seu pressuposto operativo que não se pode confiar na capacidade de os eleitores votarem corretamente. Ela não pode mimá-los com medidas paternalistas para manipular o número e o tipo de mensagens políticas que ouvem e veem.

Existe um dilema no argumento contra o financiamento de ricos às campanhas: se você acha que os eleitores realmente são, na maioria das vezes, vítimas do efeito-manada gerado pelas campanhas que mais investem em propagandas, então você não deveria ser um defensor da democracia. Isto é, se você acha que eles não podem lidar com propagandas, então você não pode achar que deveriam ser ouvidos para quaisquer questões políticas importantes. Mas se você acredita que os eleitores podem pensar por si mesmos, então você não deveria se preocupar com a exposição à propaganda política, seja ela de esquerda ou de direita.

Uma sociedade livre deve tratar seus membros como adultos responsáveis — inclusive tratando-os como totalmente responsáveis por suas visões políticas e comportamento eleitoral. Qualquer democracia saudável deve estabelecer o padrão mais elevado a ser seguido pelos eleitores, e os defensores da democracia devem ensinar e, de outra forma, ajuda-los a alcançar esse nível.

A pergunta dessa coluna era: O dinheiro compra as eleições? Essa pergunta não deve ser confundida com uma pergunta relacionada: O dinheiro compra os políticos? Nós podemos ser prudentemente otimistas sobre os eleitores. Contudo, infelizmente o número grande de políticos à venda é um problema mais complexo, que merece sua própria coluna.

* * *

hicks-stephen-2013“O dinheiro compra as eleições? Quando os bilionários cortejam os eleitores” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo e Nietzsche and the Nazis.

Posted in Philosophy, Politics, The Good Life | Tagged , , , , , | Leave a comment

13 arguments for liberal capitalism — with Portuguese subtitles

For the video’s Portuguese subtitles, click the “Transcription” icon:

Phil-War-Portuguese

Here is the original English transcription, and here is the text of the Portuguese translation.

More of my work in Portuguese translation here.

Posted in Philosophy | Leave a comment

Humor: Herbert von Karajan and God

An amusing jibe at the great conductor Herbert von Karajan, whose perfectionism and sometimes-authoritarian leadership style could cause enmity.

“St. Peter calls upon Freud and tells him that God is evidently in need of psychiatric help. ‘I should be glad to help, but tell me, what seem to be His symptoms?’ asked Freud. ‘God thinks he is Karajan.'”

Source: George R. Marek, Toscanini (Atheneum, 1975), p. 27.

Posted in Humor, Music | Tagged | 2 Comments

How to Discriminate Properly [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“Irrational and unjust discrimination in the workplace deserves exposure and condemnation. But what about rational discrimination? Consider the following cases.

You are the chair of the hiring committee for a new president of a historically-black college. So you discriminate in favor of black candidates and against non-black candidates.

You are the owner of a fitness club, and you want to hire an attendant for the women’s locker room. In screening applicants, you discriminate on the basis of sex: no males are considered.

You are the chief of detectives in a city where there has been a series of unsolved crimes in a Latino neighborhood. You decide to send one of your detectives undercover to investigate. So you discriminate against all other ethnicities and assign a Latino detective.

“Discrimination is an essential cognitive function, and like all cognitive functions it can be done well or poorly. We are an intelligent species, and our intelligence works by noticing similarities and differences, categorizing things according to those similarities and differences, and acting appropriately …” [Read more here.]

the-good-life-discrimination

Last week’s column: Is Racial Tolerance the Best We Can Do?

Posted in Philosophy | 3 Comments

“The Best Work of the Best Minds” on Kindle

The Atlas Society has produced a Kindle version of my article “The Best Work of the Best Minds: Business Ethics and Value Creation.” Best-Work-cover-2014

The article is updated from the original 1994 article published in the IOS Journal.

The opening lines: “I am sitting on the shore of Lake Ontario. It is late spring and the sun rose about five minutes ago. The waters, which appeared blue-black before the dawn, now have a touch of green about them. The air is warmer, but if I inhale quickly I can still taste the sharpness of the night. I am listening to the beginning of a symphony.

“Next to me on the rock is an MP3 player. It is smaller than the palm of my hand and weighs about an ounce. …”

More here.

Posted in Business Ethics | Leave a comment

Sexo na universidade e a antisexualidade dos novos autoritários

campus-620x350

Um dos crimes mais terríveis que existe é o estupro. O sexo deveria ser uma coisa bonita e divertida — no entanto, o estupro toma a mais pessoal das experiências e a transforma em degradação.

Existem notícias moderadamente boas no que tange ao número de estupros nos Estados Unidos. De acordo com o Bureau of Justice Statistics, a taxa de estupros apresentou um declínio acima de 60% nas últimas duas décadas.

São notícias bem-vindas, é claro. Mas não importa qual seja a taxa, ela ainda é muito alta. A vasta maioria dos seres humanos já é perfeitamente capaz de viver sem nunca estuprar ninguém, portanto, a eliminição definitiva do estupro deveria ser o nosso objetivo.

Comparações entre países são úteis na definição de expectativas. A Suécia, por exemplo, tem uma taxa surpreendentemente alta de estupros de 53.2 por 100 mil pessoas. Em comparação, os Estados Unidos têm uma taxa relativamente baixa de 28.6. Contudo, antes de festejarmos, vamos também considerar o Canadá, vizinho geográfico e cultural dos Estados Unidos, onde a taxa está em 1.5. Progresso significativo é, sim, possível.

Há muita controvérsia recentemente sobre como reduzir a taxa de estupros nas universidades. Progresso nesse sentido deveria ser possível nas faculdades e universidades, as quais são povoadas por jovens com aspirações de formação superior, e as estatísticas mostram que menos estupros e outros crimes violentos são cometidos nos campi.No-means-No-300x172

Contudo, na Califórnia, legislações recentes tentam reduzir o problema ao obrigar a comunicação explícita verbal antes da atividade sexual. O slogan da iniciativa é “Sim significa Sim”. “Não” significa “Não”, mas a falta do “Não” não significa “Sim”. Assim, uma aceitação explícita de iniciativa sexual será, de agora em diante, necessária antes que qualquer estudante possa fazer qualquer insinuação sexual. Aqueles que falharem em demonstrar que o consentimento explícito foi dado irá, consequentemente, ser mais facilmente considerado culpado de estupro.

A iniciativa gerou debates acalorados — com dois aspectos fascinantes.

Um aspecto é que o debate mostra mudanças na dualidade política, a qual está se afastando de conservadores versus progressistas, e se aproximando de conservadores e progressistas versus novos autoritários. Como exemplo, temos Jonathan Chait, colunista progressista, escrevendo na revista New York sobre como a iniciativa enfraquece uma premissa do liberalismo — a presunção da inocência. Comparte da mesma opinião o colunista conservador, Charles Cooke, escrevendo no National Review, que, da mesma forma, critica veementemente a disposição da iniciativa em desconsiderar o devido processo legal. E ambos são opostos à nova autoritária Ezra Klein, que escreveu na Vox defendendo a nova lei, apesar de seus “excessos” e pelo fato de que será motivo “de uma onda de medo e confusão” nas universidades, “criando um mundo onde os homens têm medo”.

O segundo aspecto fascinante é a resposta amplamente favorável à iniciativa dentro dos círculos de educação superior. O impulso autoritário é sempre uma resposta natural a um problema, e com frequência, professores e administradores consideram mais fácil usar seu poder para impor suas vontades, microgerenciando os pensamentos, sentimentos e atividades dos alunos. Aquele impulso é oposto ao ideal da educação liberal.

Então, no espirito daquele ideal, deixem-me sugerir que uma solução melhor ao problema do estupro segue um caminho oposto: os estudantes precisam ser tratados menos como crianças semi-responsáveis, semi-competentes que precisam de supervisão, direção e controle. O que necessitam é mais responsabilidade e poder. Especialmente nas instituições de ensino superior, onde todos os momentos são de aprendizado, a lição que deveríamos estar ensinando sobre sexo é que homens e mulheres responsáveis podem administrar sua vida sexual, tornando-a significativa e preciosa — e evitando que a maioria dos problemas se torne realidade.

Segue abaixo um conselho sobre como resolver o problema do estupro a todos os envolvidos — homens e mulheres, professores e administradores, intelectuais e legisladores.end-rape-culture-350

Para as moças: no processo de escolha, pesquise as taxas de violência sexual nas universidades. Não se candidate àquelas que têm taxas inaceitavelmente altas. Além disso, pesquise sobre a reputação das repúblicas estudantis, de forma que você possa escolher com cuidado para quais festas irá. Vá a festas com um amigo ou mais, nunca sozinha. Se há jovens bêbados por perto, vá embora.

Tudo isso faz parte do senso comum — embora saibamos que o senso comum e o impulso sexual não costumam a conversar um com o outro. No entanto, essa é função da educação: desenvolver os tão valiosos hábitos de análise, planejamento e ação. Os mesmos princípios se aplicam tanto se você estiver no ensino médio, na faculdade, numa caminhada no parque ou dirigindo em uma grande cidade à noite — existem animais selvagens à solta, por isso, tome cuidado.

Para os rapazes: temos em nosso meio, mesmo nas universidades, um número surpreendente de homens subhumanos. Mas todo o jovem que chega à universidade sabe que o estupro é errado. E a grande maioria nunca cometerá tal crime. Então, o problema é minoria de jovens que ainda não decidirem se tornar homens de verdade. Que tipo de homem pode somente levar uma mulher para cama se ela estiver bêbada? Que tipo de perdedor só pode conseguir sexo pelo uso da força bruta? A mensagem que deveria servir de exemplo a todos os jovens é a seguinte: você deseja se tornar um verdadeiro homem, um homem com H — um que desperta a atração genuína e resposta romântica por parte das mulheres.

Para os administradores das universidades e legisladores: a vida nos campi é um microcosmo da vida em geral — mas com um foco especial: ajudar homens e mulheres jovens a obterem conhecimento, habilidade e caráter que necessitam para buscar seus objetivos na vida. Toda a política que adotamos deveria fomentar tal missão, e nenhuma deveria prejudica-la. Tornar-se autoritário é sempre um erro, mesmo que tentador.

Isso não significa que não há nada que os administradores possam fazer para ajudar na resolução do problema do estupro. Um aspecto a ser destacado é a influência do álcool: Em 71% dos casos de estupro nos Estados Unidos, ou o perpetrador ou a vítima ou ambos estavam sob efeito do álcool. Sim, 71%.

Então, por que não tratar das leis relativas ao álcool? A atual idade de consumo nos Estados Unidos é 21, enquanto é 18 na maioria dos países do mundo. Alguns desses países têm taxas de estupro menores e outros, maiores.college-binge-drinking

Mas considere o que a idade legal de consumo significa para o estudante universitário comum nos Estados Unidos, muitos dos quais abaixo dos 21 anos de idade. Beber torna-se um símbolo de independência, e ficar bêbado, um rito de passagem. O álcool torna-se uma ambrosia deliciosamente proibida, já que os administradores o desaprovam e tentar controla-lo, o que leva os estudantes a beber em festas secretas nas repúblicas e dormitórios. Então, o efeito de nossa política atual é unir o ato de beber à rebeldia e independência — além do impulso sexual — levando-os à clandestinidade.

Eu contrasto tal postura, anedoticamente, à minha experiência como um universitário no Canadá, onde podíamos beber legalmente e barzinhos nos campi estavam entre os pontos de encontro mais populares. Bebia-se em público, de forma sociável, e isso não era demonizado. Os cientistas sociais exibirão relações causais mais detalhadas, mas vale a pena notar que o consumo de álcool no Canadá é moderadamente menor que nos Estados Unidos e a taxa de estupro nas universidades é muito menor.

Portanto, se realmente queremos menos violência sexual no campus, por que não tentamos promover maior auto-responsabilidade e liberdade? Atualmente, temos um regime autoritário (Devemos controlar o seu hábito de beber) contribuindo para outra política autoritária (Devemos controlar sua vida sexual).

Em vez de um círculo vicioso de imposição de maiores controles e a obrigação de cumprimento por parte dos estudantes, vamos criar um circulo virtuoso baseado no autocontrole e na responsabilidade pessoal de cada estudante.

* * *

hicks-stephen-2013“Sexo na universidade e a antisexualidade dos novos autoritários” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo e Nietzsche and the Nazis.

Posted in Philosophy | Leave a comment