Rak’s review of Nietzsche and the Nazis

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In the Polish journal Żydzi a konserwatyzm, Joanna Rak reviews Nietzsche and the Nazis.

Information about other editions and translations of Nietzsche and the Nazis.

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A ética do bote salva-vidas, escassez e conflitos

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Um cenário que é querido pelos eticistas, especialistas em políticas públicas e consultores em geral, pede que você se imagine em um bote salva-vidas.

Nesses cenários estão inseridas suposições poderosas com implicações de vida ou morte, portanto, é interessante estuda-lo para compreendermos melhor do que se trata. Aqui vamos nós:

Você estava sobrevoando o Oceano Pacífico, mas o mau tempo interrompeu os sistemas de comunicação da aeronave. Para evitar a tempestade, o piloto então saiu da rota de voo prevista. Depois de uma hora de pânico, ele perdeu o controle e o avião caiu no oceano. Você e alguns outros sobreviveram, ficando à deriva dentro de um bote salva-vidas.

Você faz um balanço da sua situação. Existem 10 pessoas dentro de um bote originalmente de 4 lugares, com comida e água suficientes para dois dias. Ninguém sabe onde você está, você não sabe onde está, e seus telefones foram perdidos ou destruídos na colisão.

O que você faz?????????

  1. Você pode avaliar a situação de forma impiedosa, apontando para a água e gritando Tubarão! Quando um dos seus companheiros olhar — você joga-o ao mar. Um a menos, cinco restam. É claro, os outros percebem o que está acontecendo e tentam fazer o mesmo uns com os outros. Quando a briga termina, os quatro mais fortes e rápidos venceram e os seis mais fracos e lentos tornaram-se comida de tubarão.
  2. Ou você pode dizer, Ninguém se mexa — vamos conversar. Alguém então sugere que, em nome da igualdade, todo mundo deveria compartilhar a comida e a água. O resultado provável? Uma grande onda vira o bote com 10 pessoas, mas que continha 4; todo mundo morre. Ou quando uma pessoa fica muita fome ou sede, ela perde o controle e joga alguém ao mar. A briga começa. Os quatro mais fortes vencem e os outros seis morrem.
  3. Ou alguém sugere que, em nome da justiça, você tira a sorte para decidir quem viverá e quem morrerá. Resultado? A primeira pessoa poderosa (mais forte) a não ter sorte se recusa a aceitar o resultado. Na luta que se segue, os mais fortes vencem e os mais fracos perdem.
  4. Ou você pode sugerir: vamos ver quem tem mais a contribuir e as melhores chances de sobreviver. Acontece que, no bota salva-vidas, estão um homem de 88 anos com as duas pernas quebradas na colisão, um incapaz emotivo e uma mulher com 43kg sem reserva de gorduras — junto com um jovem saudável de 20 anos, uma mulher das Forças Especiais do exército, um homem de meia-idade que está 10kg acima do peso, e muitos outros.   Então, como grupo, você identifica os 4 mais fortes e, infelizmente, sacrifica os seis mais fracos.

Outras opções são possíveis. Mas note que todos eles parecem estar convergindo para um resultado comum: o bote salva-vidas é uma situação de fortes versus fracos, onde os fortes sacrificarão os fracos.

O quão realista é esse cenário hipotético? A razão para usar botes salva-vidas é que nos ajude a refletir sobre as grandes questões de vida ou morte, dando-nos um modelo simplificado dos fatores que devem ser considerados.

Os fatores principais são econômicos: a oferta de espaço, comida e água é muito menor que a demanda. Isso quer dizer, os recursos escassos são a realidade dominante.

Se o bota salva-vidas é utilizada como um microcosmo pelo qual podemos extrair grandes conclusões, como muitos eticistas e outros especialistas desejam, então os benefícios são, em primeiro momento, que vivemos em um mundo de recursos escassos e, segundo, que nossas decisões de políticas públicas deveriam ser baseadas naquele fato.

Um programa de TV seguiu uma manada de renas na sua migração anual do sul para o norte do Alasca onde, no breve verão, irão pastar. Uma alcateia de lobos também seguiu as renas, abatendo os mais velhos, fracos e machucados. O narrador do programa informou, “E isso é bom para as renas”, explicando que a oferta de pastagens no norte do Alasca não era suficiente para alimentar toda a manada.

Antropólogos nos dizem que, quando um inverno rigoroso se aproximava e a comida era escassa, muitas tribos nativas da América do Norte tinham uma política de esperar que seus anciões partissem para as montanhas, florestas ou desertos para deixar a natureza seguir seu curso. O raciocínio era que os mais velhos eram os mais fracos e que os recursos alimentares vitais deveriam somente ir para os mais fortes.Garrett_Hardin

Em um ensaio amplamente divulgado, o bioeticista Garrett Hardin extendeu a ética do bote salva-vidas à população humana em geral, argumentando que a escassez de recursos da Terra demanda que nós, nações ricas e poderosas, parem de transferir recursos para as nações pobres e fracas. Tal caridade, ele argumentou, mina as chances de sobrevivência dos fortes e significa unicamente que mais pobres sobreviverão e se reproduzirão, assim tornando o problema pior para as gerações futuras.

O contra-argumento a Hardin é a frase também amplamente conhecida de Mahatma Gandhi: “Temos que viver simplesmente para que outros possam simplesmente viver”. Aqueles de nós com mais estão privando aqueles com menos. Por isso os abastados devem desistir do nível de vida para que os miseráveis possam viver.

E não deveríamos esquecer aquela cenário muito realista do bota salva-vidas — o naufrágio do Titatic em 1912. Eram poucos botes salva-vidas e muitas pessoas, então uma situação de escassez extrema era real. Naquele caso, o princípio operante era “Mulheres e crianças primeiro”. De acordo com a ética vitoriana e eduardiana, homens mais fortes tinham a nobre obrigação de proteger e, se necessário, sacrificar-se em prol de mulheres e crianças mais fracas.

Então, qual política é a mais moral: deveríamos sacrificar os fracos em prol dos fortes — ou os fortes em prol dos fracos?

Por exemplo, quando revisamos a política tributária, deveríamos favorecer os ricos ou os pobres? Se o orçamento governamental do sistema de saúde está estourado, deveríamos primeiro negar cirurgias que salvam vidas aos mais velhos? Ou deveríamos nós, habitantes das nações prósperas, nos sentir culpados pelo nosso estilo de vida, enviando mais bilhões de dólares em ajuda externa às nações em dificuldades?

Note que todos esses argumentos assumem que vivemos em um mundo de soma-zero que coloca os fortes contra os fracos. Supõe-se então que devemos escolher: favorecer os fortes ou os fracos. E note, especialmente, que subjacente a todos esses argumentos é a suposição dos recursos escassos.Watercrisis

A afirmação de que recursos são escassos está por todos os lados — no debate político, no ambientalismo, em grande parte da ciência econômica e na teoria da decisão moral. Mas ela é verdadeira?

Na minha próxima coluna, argumentarei que é falsa. (Palavras disponíveis são agora escassas, já que meu editor cruelmente impôs limites ao seu número). Nós vivemos em um mundo repleto de recursos escassos, tanto reais como potenciais. E naqueles lugares onde as pessoas tristemente continuam a lutar contra a escassez gerações após gerações, o problema sempre é uma cultura disfuncional ou uma política disfuncional — ou uma combinação duplamente disfuncional das duas.

Pensamentos maus e acidentes ocasionais podem nos levar a conflitos de escassez, mas a escassez em si não é um fato fundamental ou inevitável da condição humana.

* * *

hicks-stephen-2013“A ética do bote salva-vidas, escassez e conflitos” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo e Nietzsche and the Nazis.

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Deveríamos agradecer o café pela civilização moderna?

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O café chegou à Europa em 1529; a maioria dos historiadores data o início da história moderna nos anos 1500. Coincidência?

Enquanto escrevo, já estou no meu segundo copo. O efeito estimulante da cafeína me manterá acordado até o meio dia, quando eu beberei mais um.

Volte aos maus e velhos tempos — Antes do Café (a.C) — quando as bebidas mais populares eram alcoólicas. Mesmo no café da manhã, os drinks mais comuns eram o vinho e a cerveja fraca. O historiador Tom Standage aponta que o fornecimento de água perto da maioria dos povoamentos humanos era contaminado, de forma que era frequentemente mais saudável beber álcool ao invés de água. Mas as altas taxas de consumo de álcool também significavam que as pessoas gastavam a maior parte do seu tempo sob a influência, por assim dizer, alegres e inebriados em diferentes níveis.

Mas então veio o café — e tudo mudou. Os bebedores matinais de café começavam seus dias energizados, com seus sentidos e pensamentos estimulados. Como resultado, os europeus começaram a trabalhar de forma mais dura e inteligente, e o resto é história. A ciência foi aprofundada, a engenharia deslanchou, poetas e dramaturgos tornaram-se mais criativos, e mesmo o cidadão comum tornou-se paulatinamente mais produtivo.

Da mesma forma, temos que registrar o surgimento da cultura das cafeterias na Europa. Os cafés uniram pessoas de todas as raças, classes, interesses e profissões para beber e socializar. Imagine quantos negócios, debates filosóficos, inspirações artísticas e expedições ao redor do mundo foram discutidos e tornados realidade durante uma xícara de café. (O site da empresa Braun possui várias fotos de famosas cafeterias europeias para adicionar à sua lista).coffee-house-cafe-central-2

A pergunta que não quer calar: até onde podemos levar a tese de que o “café causou a modernidade”?

Para responder a pergunta, devemos recorrer aos Turcos, porque foi graças às ambições imperial e militarista dos Turcos que o café chegou à Europa. Sob Suleimão, o Magnífico, o Império Otomano estava se expandindo em direção à Europa, até ser barrado no Cerco de Viena em 1529. (Eu suspeito que Sua Majestade foi assim chamada por seu chapéu verdadeiramente magnífico, como se vê nessa imagem). O exército turco foi repelido; e na retirada, às pressas, deixaram para trás muitos sacos cheios de grãos de café.

Introduzimos agora o próximo herói de nossa história, Franz Georg Kolschitzky, um polonês que tinha vivido na Turquia e que se destacou na luta contra as forças de Suleimão. Kolschitzky reconheceu os grãos pelo que eram, reclamou-os como espólio de guerra, e se lançou como empreendedor em Viena, abrindo seu primeiro café. Essa bebida quente, às vezes misturada com açúcar e/ou leite, era muito popular entre os vienenses, e o café e os cafés se espalharam por toda a Europa.

Então vamos saudar tanto Suleimão do Chapéu Magnífico e o Senhor Kolschitzky do Alerta Empresarial. Não propositalmente no caso de Suleimão e propositalmente no caso de Koschitsky, aqueles de nós que prestam adoração no altar do grão sabem a quem devemos direcionar nossa reverência.suleiman

Mas exatamente quantos benefícios da civilização moderna são consequência da introdução do café?

Nós deveríamos notar que os Turcos tinham tanto o café como a cultura dos cafés por, pelo menos, um século antes dos europeus. Mas os turcos não desenvolveram as poderosas ideias e instituições que moldaram a civilização moderna. Então, o café não pode ser o único fator.

É também válido notar os seguintes eventos históricos, todos os quais moldaram a modernidade e antedataram a chegada do café em 1529:

  • Os vigorosos portugueses já haviam navegado a costa africana por um século: Bartolomeu Dias liderou a expedição em torno do Cabo da Boa Esperança em 1487; Vasco da Gama alcançou a Índia em 1498, e Pedro Alvares Cabral chegou, ao que hoje se chama Brasil, em 1500. E em parceria com os espanhóis, o italiano Cristóvão Colombo cruzou o Atlântico em 1492 e o português Fernando Magalhães liderou a primeira viagem ao redor do mundo em 1519.
  • Na Alemanha, Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg em 1517, que levaram aos debates religiosos, resultando nas batalhas da Reforma / Contrarreforma.
  • Pouco antes de 1514, o polonês Nicolau Copérnico propôs seu modelo heliocêntrico do universo. Astrônomos e matemáticos já estavam fazendo observações mais cuidadosas, assim como cálculos dos movimentos dos planetas e das estrelas.

Portanto, quando o café chegou a Europa, progressos na exploração do mundo, religião e ciência já estavam em curso no continente.

(E, devemos destacar, os gregos clássicos, romanos e outros antes construíram grandes civilizações sem nenhuma beber nenhuma xícara de café, por mais difícil que possa parecer).

Consequentemente, o café pode, no máximo, receber crédito por haver contribuído na criação da civilização moderna. Os holandeses trouxeram o chá à Europa em 1610, cerca de 80 anos após a chegada do café, adicionando outro estimulante ao continente. Mas os efeitos psicológicos do café e do chá no máximo fortificaram tendências que já estavam se desenvolvendo.coffee-smile-660x400

Em ambos os casos, os efeitos fisicamente revigorantes da cafeína intensificaram o desenvolvimento da civilização porque sentir-se mais energizado por si só determina para que essa energia será canalizada. Isso depende dos valores e crenças das pessoas. Uma pessoa vigorosa pode se dedicar à guerra, à busca do prazer sexual, ao ascetismo religioso, à descoberta de fórmulas mágicas em textos antigos, ou a quaisquer outros objetivos. Alguns desses projetos não levaram a lugar algum, outros podem levar ao desenvolvimento da modernidade. Então, se queremos uma explicação mais completa para o desenvolvimento da civilização moderna, precisamos nos perguntar, como o faremos em textos futuros, quais novas ideias e valores os europeus adotaram e que os fizeram trilhar caminhos diferentes.

Ainda assim, em meio a todos os elogios ao café, deveríamos reconhecer que nem todo mundo acolheu sua chegada ou o considerou como uma dádiva à civilização. Para ser justo, deveríamos pelo menos ouvir o lado dissidente. Eu cito uma passagem do documento 1674 Women’s Petition Against Coffee(Petição das mulheres contra o café, tradução livre):

 O café leva os homens a desperdiçar seu tempo, queimar sua boca, e gastar seu dinheiro, tudo por um pouco de água negra, espessa, amarga, desagradável e de cheiro nauseante.

E até pior:

O uso excessivo do licor moderno, abominável e pagão chamado CAFÉ, cuja natureza traiçoeira de sua origem está secando o líquido essencial, deixando eunucos os nossos maridos, incapacitando nossos mais queridos galãs, que tem se tornado tão impotentes como a idade, e tão infrutíferos quanto aqueles desertos dos quais este infeliz fruto é trazido.

Uau.

Vamos discutir todas essas questões importantes em um café, garotas. Eu pago!

* * *

hicks-stephen-2013“Deveríamos agradecer o café pela civilização moderna?” Por Stephen Hicks. Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Russ Silva. Artigo Original no “The Good Life”. Visite EveryJoe.com para ler os últimos artigos de Stephen Hicks.

Stephen Hicks é o autor do livro Explicando o Pós Modernismo e Nietzsche and the Nazis.

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Pairing: Van Gogh’s and Wyeth’s boots

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Why Humans are Born Fit for Freedom (Part I) [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

““People are scum.” “Mankind is a moral wasteland.” “I’m ashamed to be human.”

“Whenever cynics express themselves, I’m tempted to retort that philosophy is autobiography and they should put their claims in the first-person: “I am scum.” “I am a moral wasteland.” “I’m ashamed to be me.”

“A colleague once took me up on that challenge. He was a religious conservative, and we were debating human nature. He was a pessimist, arguing that humans are sinful, driven by dark, anti-social desires and not to be trusted. He was also a big guy who had played aggressive sports like football in college. The conversation turned to women, and he reminisced about a former girlfriend. She was naïve, he thought, because she had wanted to get to know the real him. He said, “I am male. I am 6’3″ and weigh 240 pounds. And she wants me to express my true feelings?

“Cynicism is not a journalistic claim that there are plenty of nasty people out there. It is a general claim that it is human nature to be repulsive and evil …” [Read more here.]

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Last week’s column: Are We Too Wicked for Freedom?

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Farsi translation of Nietzsche and the Nazis — cover image

The Farsi translation was published this month in Tehran, Iran.

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Much thanks to the translator, Mohsen Mahmoudi, to the publisher, Bourgeois Publishing in Teheran — and to everyone else involved in making this project happen.

Here is information about all editions and translations of Nietzsche and the Nazis. I’ll post more about the Farsi edition’s availability when I know more.

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German translation of “The Best Work of the Best Minds”

Best-Work-cover-2014My article, “The Best Work of the Best Minds,” is available in German translation. The text is below, and here is a PDF version. Here also is a Kindle version of the original English article.

* * *

Die höchsten Leistungen der besten Verstände

Stephen R. C. Hicks
Übersetzung von Anja Hartleb-Parson

Ich sitze am Ufer des Ontario Sees. Es ist später Frühling und die Sonne stieg vor ungefähr fünf Minuten auf. Die Wasser, die vor der Morgendämmerung blau-schwarz erschienen, haben jetzt einen Hauch von Grün. Die Luft ist wärmer, aber wenn ich schnell einatme, kann ich immer noch die Schärfe der Nacht schmecken. Ich höre mir den Anfang einer Symphonie an.

Neben mir auf dem Stein ist ein MP3-Player. Er ist weniger als die Hälfte meiner Hand groß und wiegt nur ein paar Gramm. Ich habe ihn, nach einigem Handeln, von einem Pakistanischen Einwanderer in New York City erworben. Die plastische Verkleidung wurde aus Öl aus dem Mittleren Osten gemacht, und die elektronischen Bestandteile wurden in Japan hergestellt. Die Musikaufnahme, die ich mir anhöre, wurde in London aufgenommen, in Deutschland hergestellt, und von einem Versandhaus in Toronto gekauft. Mein MP3-Player ist wirklich ein kosmopolitisches Produkt.

Ich halte dies normalerweise für selbstverständlich. Ich habe einen mittleren Verdienst, der ein bisschen höher im letzten Jahr war als der nationale Durchschnitt. Trotzdem kaufe ich routinemäßig Luxus, den kein mittelalterlicher König je hätte kaufen können. In meinem tragbaren MP3-Player, sind die höchsten Leistungen der besten Verstände in Musik, Elektronik, Herstellung, Transport, und Verkaufsförderung vereinigt, die es mir erlauben für weniger als ein Tagesgeld den Sonnenaufgang über Lake Ontario zu genießen, während ich die Leidenschaft eines russischen Musikalgenie des neunzehnten Jahrhunderts erfahren kann.

* * *

Dies ist ein Buch über Geschäftsethik. In der Ethik geht es um Werte und wie man sie erreichen kann. Jede von uns braucht physische Werte: Essen, Unterkunft und so weiter. Wir brauchen auch psychologische Werte: Herausforderungen, Leistungsstolz, Sicherheit, Freundschaften, und die Erfahrung von Schönheit. Aber um Werte zu erreichen, brauchen wir die Charakterzüge, die es uns ermöglichen, zu planen und wirksam zu handeln: die Bereitschaft, Tatsachen gegenüberzustehen, für uns selbst zu denken, nach unseren besten Urteilen zu agieren, Anerkennung zu geben, wenn sie verdient ist.

Mein musikalischer Sonnenaufgang wurde von tausenden solcher Individuen möglich gemacht. MP3-Spieler sind Produkte des gewaltigen Netzwerkes, das wir die Unternehmenswelt nennen, jenes kooperative System von Individuen, die Werte suchen und deshalb produzieren und zum gegenseitigen Vorteil handeln. Künstler, Geldgeber, Hersteller, Transport- und Verkaufsexperten — viele Individuen, jeder mit seinen eigenen Zielen — kooperieren als Käufer, Verkäufer, Kollegen, Chefs und Untergebene um MP3-Player herzustellen.

Fangen wir mit dem Orchester an. Jedes Mitglied des Orchesters erwarb spezialisierte Sachkenntnisse und fand einen Weg, seine Liebe für die Musik mit dem Bedürfnis zu integrieren, einen Lebensunterhalt zu verdienen. Die Mitglieder des Orchesters erschaffen einen Wert, indem sie kooperieren: schöne Musik. Das Orchester verkauft sein Produkt an den Hersteller von CDs. Um CDs herzustellen kooperieren die Hersteller mit Finanzmännern, die auch etwas von Wert zur Verfügung stellen: Kapital. Der Hersteller stellt Ingenieure ein, um etwas von Wert zu schaffen: eine CD. Der Hersteller kooperiert mit Experten in Transport, Reklame und Verkaufsförderung, die mit mir kooperieren. Ich gebe ihnen etwas von Wert: Geld. Im Gegenzug, geben sie mir etwas von Wert: Musik jederzeit, überall. Jeder, der involviert ist, versucht ein gutes Leben zu leben, und alle von uns sind im Ergebnis besser dran. Wenn es in der Ethik um Werte geht, dann geht es im Unternehmertum um kooperative Produktion und Handel von einer wichtiger Kategorie von Werten.

Für die meisten von uns ist die Unternehmenswelt die primäre Arena, in der wir unsere Werte verfolgen. Unsere Arbeit gibt uns die Mittel, unsere Bedürfnisse zufrieden zu stellen, und sie verlangt von uns unser höchstes Niveau von Verpflichtung, Energie und Kreativität. Erfolgreiche Arbeit wird am Wert des Produktes — die Ernte, die Hydraulikpresse, die Anleihe, die Skulptur — und des Stolzes und der finanziellen Belohnungen, die daraus folgen, gemessen.

Jenseits dieser Werte wird die Unternehmenswelt aus vielen anderen Gründen geschätzt. Für einige ist es die kosmopolitische Natur der Wirtschaft. Kanadier genießen im Januar südamerikanische Feigen. Briten fliegen nach Athen und reisen auf einem skandinavischen Kreuzfahrtschiff nach Istanbul. Amerikaner sehen sich australische Filme auf japanischen Fernsehern an, während sie bestelltes chinesisches Essen genießen. Für andere ist es die Aufregung von großen Unterfangen: Multiplexe und Milliarden-Dollar Fusionen. Für wieder andere ist es die Aufregung der Innovation: leistungsstärkere Computer, erschwingliche Brotmaschinen und geschmeidige neue Sportwagen. Doch ist diese Begeisterung für die Wirtschaft nicht auf das Internationale, das Großangelegte oder das Innovative beschränkt. Der Unternehmer, der ein Druckerei oder eine Schweißerei aufmacht hat normalerweise genauso viel Leidenschaft für sein Unternehmen wie die Führungskraft, die in drei Zeitzonen lebt. Das Unternehmen ist seine Erschaffung, das Ergebnis seiner Voraussicht, seiner Energie und seines Mutes zum Risiko.

* * *

Sehr wenig von dem, was über die Geschäftsethik geschrieben wird, erfasst die Aufregung und die Romantik des Unternehmertums. Noch weniger vermittelt den Eindruck, dass das Unternehmertum eine edle Berufung ist, die in Poesie und Lied zelebriert werden könnte. Stattdessen hängt oft ein Gefühl des Verdachtes und gespannter Toleranz über dem Unternehmertum, das nicht über andern Berufen hängt. Viele bejubeln den Wissenschaftler, den Künstler, den Lehrer, sogar den Politiker, als einen, der aufregende und noble Arbeit tut, aber haben bestenfalls ein gleichgültiges Gefühl dem Unternehmer gegenüber.

Wir können darauf hinweisen, dass das Unternehmertum die Arena zur Verfügung gestellt hat, in der unzählige Individuen ihre Bedürfnisse zufrieden gestellt und ihre Träume erreicht haben. Darüber hinaus ist es vertretbar, dass Unternehmen mehr Erfolg als jeder anderer Beruf darin hatten traditionell religiöse, ethnische, rassische und geschlechtliche Hindernisse zu bewältigen. Das Unternehmertum sagt: Beurteilen Sie Individuen nach ihren Fähigkeiten. Die primäre Frage im Unternehmertum ist: Kann es die Ware liefern? Nur dort, wo die Geschäftsethik der Fähigkeit gegriffen hat, sind religiöse und ethnische Fehden, Rassismus und Sexismus auf die Defensive gegangen.

Als Beispiel: der Aufstieg der Geschäftsethik während und seit der Aufklärung hat viele ehemalige nationale Feinde zu der Entscheidung geführt, dass sie eher produzieren und handeln wollen als Krieg führen. Vergleichen Sie aktuelle Beziehungen zwischen England und Frankreich mit deren Vergangenheit. Das gleiche könnte über die Beziehungen zwischen Frankreich und Deutschland, Korea und Japan gesagt werden. Erwägen Sie die Tatsache, dass es von 1815 bis 1914, in der Blütezeit des Kapitalismuses, keine internationale europäische oder nordamerikanische Kriege gab. Stellen Sie das den fast durchgehenden Kriegen von 1914 bis heute, während des Aufstieges verschiedener nationaler und internationaler Versionen des Sozialismusses, gegenüber.

Das Unternehmertum besiegt auch religiöse Hindernisse. Die Tatsache, dass es viele Jahrhunderte lang den Juden anstatt den Christen erlaubt war, dem Bankgeschäft nachzugehen, war ein bedeutender Grund, warum Christen weniger aktiv die Vernichtung des Judentums verfolgten. Der andauernde islamische Jihad gegen den dekadenten Westen wird durch die Tatsache gedämpft, dass der Westen ein bedeutender Kunde für das Öl des Mittleren Ostens ist. Im Unternehmertum sorgen sich wenige darum, ob Sie mit Klapperschlangen oder Rosenkränze beten.

Die Fähigkeitsethik des Unternehmertums besiegt auch rassische und geschlechtliche Hindernisse. Zu unzähligen Gelegenheiten haben sich Individuen von unterschiedlicher Rasse und Geschlecht an den Konferenztisch gesetzt und Abmachungen friedlich verhandelt. Soweit die Ethik der Fähigkeit akzeptiert wird, ist die Blödheit, Leute nach Geschlecht oder Rasse zu beurteilen, offensichtlich.

Die Unternehmenswelt untergräbt irrationale gesellschaftliche Hindernisse, weil die wirtschaftlichen Interessen aller Menschen die gleichen sind. Jeder Mensch von jeder Farbe, Nationalität, Geschlecht oder Religion, der meine wirtschaftlichen Interessen zufrieden stellen kann, ist für mich von Wert. Daher bin ich wahrscheinlich eher bereit vernünftig, produktiv und friedlich mit ihm zu verhandeln.

Trotz all diesem, hängt in den Augen vieler ein Schatten des Verdachts über dem Unternehmertum. Der Grund ist, dass die moralische Tradition, aus der die Fähigkeitsethik des Unternehmertums stammt, im Konflikt mit einer konkurrierenden moralischen Tradition steht, die das Unternehmertum als unmoralisch, oder bestenfalls amoralisch, ansieht. Für jene, die diese letztere moralische Tradition akzeptieren, geht es in der Ethik mehr darum, stoische Pflicht zu tun anstatt Spaß zu haben, Auflagen zu erfüllen anstatt eigene Interessen, Regeln zu befolgen anstatt dem, was praktisch ist, geben anstatt zu schaffen. Um sich auf Stereotypen herabzulassen, wenn die Ansicht dieser Tradition der Ethik personifiziert werden könnte, würde sie als eine Oberin erscheinen, die jeden missbilligend ansieht, der Spaß zu haben scheint. Vergnuegen zu haben bedeutet maßlos zu sein.

Stattdessen würde sie verkünden, dass wir nicht hier sind um Spaß zu haben. Wir sind hier um anderen zu dienen, um Verwalter für künftige Generationen zu sein, um nett zu sein, und so wenig Platz wie möglich in der Welt einzunehmen. Vor allem würde sie sagen, dass wir hier sind um selbstlos Opfern zu bringen — der gesamten Gesellschaft, Gott, dem größten Glück der größten Anzahl, der Pflicht, der Arbeiterklasse, dem Ökosystem.

Das Thema dieses Buches ist dass es in der Moralität nicht um menschliche Opfer geht. Die traditionelle Unternehmensfeindlichkeit ist völlig falsch. Wir sind nicht zum dienen geboren; wir sind, jeder einzelne von uns, ein Selbstzweck. Wir sind hier um unser eigenes Leben zu führen, Selbstverwirklichung zu erreichen, ehrgeizig zu sein, und so viele wertvolle Ressourcen wie möglich zu konsumieren. In der Ethik geht es nicht darum auf persönliche Werte zu verzichten und sie zu opfern. Es geht darum, sie zu produzieren und zu konsumieren. Im Leben geht es darum, im ernstesten philosophischen Sinn, Spaß zu haben.

* * *

„Geschäftsethik ist ein Widerspruch in sich.“ Dieses Klischee, normalerweise halb-ernsthaft ausgesprochen, ist eine extreme Form der traditionellen Unternehmensfeindlichkeit. Seine Befürworter werden zum Beispiel sagen: „Schauen Sie sich diese Führungskraft an: er hat den Kunden betrogen. So ist das Unternehmertum. Es ist eine niedrige Ellenbogengesellschaft.“

Niedriges Verhalten kommt sicher in Unternehmen vor. Es kommt auch in jedem anderen Beruf vor. Einige Wissenschaftler erfinden Daten. Einige Künstler wenden sich der Fälschung zu. Einige Politiker fordern Bestechungen. Doch wird der Wert von Wissenschaft, Kunst und Regierung nicht von diesen schlechten Taten besudelt. Es ist eher so, dass, insofern Leute solch schlechte Taten begehen, sie weder Wissenschaftler, Künstler noch Politiker sind. Der Wissenschaftler, der seine Daten fälscht, ist kein schlechter Wissenschaftler; er ist überhaupt kein Wissenschaftler, sondern, insofern er fälscht, ist er ein Verderber der Wissenschaft.

Nehmen Sie zum Vergleich an, dass Sie in einer Schule ermitteln und viele Schüler entdecken, die spicken, nur minimale Anstrengung hervorbringen, und sagen, dass sie dort nur deshalb sind, „um ein Stück Papier zu bekommen“. Nehmen Sie auch an, dass einige der Lehrer willkürlich zensieren, nur an der Indoktrination anstatt des Unterrichtens interessiert sind, oder nur deshalb Lehrer wurden, weil sie gern Sex mit Kindern haben. Solch unmoralisches Verhalten entwertet nicht die Bildung. Es rechtfertigt keine zynischen Kommentare wie: „So ist die Bildung. Ethische Bildung ist ein Widerspruch an sich.“

Der Kern der Bildung liegt in dem Erwerb des Wissens. Wissen ist gut: es ist eine Form von Macht, die für menschliches Leben notwendig ist. Wissen kann nur durch ehrliche Methoden gelernt werden, obgleich ein Diplom, das Symbol des Wissens, ehrlich oder unehrlich erworben werden kann. Das gleiche gilt für das Unternehmertum. Der Kern des Unternehmertums ist die Schaffung von Wohlstand. Wohlstand ist gut: es ist eine Form von Macht, die für menschliches Leben notwendig ist. Wohlstand kann nur durch ehrliche Methoden produziert werden, obwohl Geld, das Symbol des Wohlstandes, ehrlich oder unehrlich erworben werden kann.

Wir sagen nicht: „Er hat bei der Prüfung gespickt; das beweist, wie unmoralische Bildung ist.“ Eher sagen wir: „Bildung ist wunderbar, aber dieser Schwindler hat sie verdorben.“ Das gleiche sollte für das Unternehmertum gelten, und für jeden anderen Beruf. Der kaltherzige Geschäftsmann, die sexuell gehemmte Bibliothekarin und der streberhafte Wissenschaftler definieren nicht ihre Berufe.

Die ersten Fragen, die man über jeden Beruf stellen muss, sind: „Was ist das für ein Beruf?“, „Welche Werte schafft dieser?“ und „Wodurch erreicht dieser Werte?“ Nachdem wir jene Fragen beantwortet haben, beschäftigen wir uns mit den Problemen, die durch verdrehte oder falsche Werte und dubiose Methoden verursacht werden.

* * *

Das Unternehmertum besteht in der Produktion von Werten für den Handel. Sowohl Produktion als auch Handel sind für Unternehmen notwendig. Ein Mann, der auf einer einsamen Insel lebt und das produziert und konsumiert, was er braucht, bestreitet seinen Lebensunterhalt, aber ist kein Unternehmen. Aber wenn er ein extra Dingsbums produziert und es mit der Frau auf der benachbarten Insel für anderes Dingsbums tauscht, dann sind sie im Geschäft. Geschäfte fangen mit Handeln an: ein Käufer und ein Verkäufer formen eine Beziehung. Aus kleinen Anfängen können große Sachen entstehen.

Handel bereichert sowohl Käufer als auch Verkäufer und macht gesteigerte Produktion und Handel möglich. Durch den Anstieg in Produktion und Handel, wächst auch Spezialisierung, die Produktion und Handel weiterhin erhöht. Spezialisierung kann viele Formen annehmen. Eine Form ist durch Ware: Ich produziere nur Weizen und Sie produzieren nur Bohnen. Eine weitere Form kommt innerhalb eines Unternehmens durch Anstellung vor. Normalerweise stellt der Arbeitgeber Kapital und Strategie bereit und trägt das Risiko für das Unternehmen, während der Angestellte Arbeit und andere Fähigkeiten bereitstellt.

Durch das Wachstum im Umfang und Maßstab der Produktion und des Handels entstehen Unternehmen, die sich auf Dienstleistungen für Warenproduzenten spezialisieren: Transport, Reklame, Courtage, Bankgeschäfte, Finanzmärkte, Versicherung, Rechtsdienste. Alle diese Dienstleistungen produzieren Werte für den Handel. Werber und Makler bringen Käufer und Verkäufer zusammen, Anwälte stellen Wissen und Rat bereit, Versicherer stellen Risikoreduzierung bereit, Spekulanten stellen Kapital und Liquidität bereit, und so weiter.
Die erhöhte Kompliziertheit der Unternehmenswelt hat deren wesentliche Natur nicht verändert: von Dingsbumsen zu internationalen MP3-Spielern, das Unternehmertum besteht immer noch in der Produktion und dem Handel von Werten. Geändert haben sich die Kompliziertheit der involvierten menschlichen Beziehungen, der Maßstab und die Abstraktheit der Werte, die auf dem Spiel stehen, die Schwierigkeit, Vorzüge konkurrierender Werten einzuschätzen, und dementsprechend die Leichtigkeit mit der Fehler gegenüber Werten und wie man sie erreichen kann gemacht werden können.

Der Zweck der Geschäftsethik ist es, die Werteprinzipien zu entdecken, die notwendig sind, um mit der komplexen Geschäftswelt umzugehen. Explizites, prinzipientreues Wissen gibt dem Unternehmer ein Gerüst, innerhalb dessen er denken, urteilen und konsequent handeln kann. Wissen ist Macht, sagte der Philosoph Francis Bacon. Ignoranz ist Machtlosigkeit. Nur mit Wissen kann das Gute erreicht, Fehler vermieden und Probleme diagnostiziert werden.
Verkaufen und Kaufen zum Beispiel werfen Fragen zum Betrug, zur Haftpflicht, zum Gewährleistungsausschluss und zur Täuschung auf. Anstellung wirft Fragen zum Verdienst gegenüber Minderheitsförderung, zum Gewerkschaftsstatus, zur Drogenprüfung gegenüber Privatsphäre und zur Korruptionsbekämpfung auf. Finanzielle Märkte werfen Fragen zum moralischen Status von Firmenübernahmen ohne Zustimmung des Managements der Zielunternehmung, zu hochverzinslichen Risikoanleihen und zum Eigentumsstatus von Information auf. Firmen genießen einen besonderen gesetzlichen Status und deshalb entstehen Fragen, warum Firmen diesen verdienen. Großangelegte Unternehmen werfen Fragen zur Massenmüllbeseitigung auf und wie man den Wert einer sauberen und schönen Umwelt aufwiegt. Und all diese Gebiete werden durch die Frage zur Angemessenheit von Regierungseingriffen kompliziert.

In jedem dieser Gebiete machen Unternehmer Fehler, einige von ihnen unehrlich. Verträge werden gebrochen, Lügen werden erzählt, Angestellte werden mit Willkür behandelt, Angestellte stehlen, vertrauliche Information wird enthüllt, Betrug abgezogen, Politiker werden bestochen, ungedeckte Schecks werden geschrieben.

Aber trotz der Fehler und der Unsittlichkeiten, die in der komplexen Welt großer Unternehmen vorkommen, ist die entscheidende Tatsache, dass die gleiche fundamentale moralische Bewertung für das Unternehmertum gültig ist. Eine Universität ist komplexer als ein Ein-Raum-Schulhaus, aber die gleiche positive moralische Bewertung der Bildung gilt für beide, egal wie viel mehr Gelegenheiten für Fehler und Korruption die komplexe Natur der Universität erlaubt.

Das Unternehmertum ist im Wesentlichen gut. In der Ethik geht es um Werte, und im Unternehmertum geht es um die Produktion und den Handel einer Hauptkategorie von Werten.

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Stephen Hicks ist Professor der Philosophie am Rockford Universität in Illinois und ist Autor von Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault (Scholargy Publishing, 2004) und Nietzsche and the Nazis (Ockham’s Razor Publishing, 2006). Er kann über seine Webseite www.stephenhicks.org kontaktiert werden. Dieser Artikel erschien ursprünglich im der Juni 1994 Ausgabe des IOS Journal.

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Are We Too Wicked for Freedom? [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“An ancient myth tells of a poor young man who found a magical ring. The young man’s name was Gyges. He was a shepherd, responsible for tending his village’s sheep as they grazed in the summer meadows away in the hills. His job was lonely, poorly paid, and most of the time he smelled like a sheep.

“But in a cave one day Gyges found a gold ring with a jewel in it. He put the ring on his finger and discovered something amazing: when he turned the ring so the jewel faced inward, he became invisible. When he turned the jewel outward, he again became visible.

“You can predict what happened next.

“A crime wave soon followed. Gyges abandoned the sheep and returned to the village. Expensive things were stolen. Women were raped. People were killed. There were no witnesses.

“Gyges next moved on to greater conquests — stealing, deceiving, and killing his way to the top. He eventually murdered the king, put himself on the throne, and took the dead king’s lovely wife to bed as his own queen.

“How horrible, you say.

“But if you had Gyges’ ring, wouldn’t you do the same?…” [Read more here.]

the-good-life-wicked-for-freedom

Last week’s column: “Should I Marry You?” Answers From the Philosophers.

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