13 argumentos para o capitalismo liberal em 13 minutos [texto]

13-arguments

Stephen R. C. Hicks
Departamento de Filosofia e Centro para a Ética e Empreendedorismo
Rockford University, Illinois, USA

1º Argumento

Primeiro, vamos definir nossos termos.

Por “liberalismo” nos referimos a um conjunto de princípios que são institucionalizados. Os cientistas políticos falam desses princípios de forma sistemática. Entre eles está o Estado de Direito, isto é, existem princípios específicos claros que governam a sociedade — em oposição a um poder arbitrário nas mãos de um indivíduo ou grupo de indivíduos que pode estabelecer as regras à medida que avançam no poder. Normalmente, os princípios serão expressos em uma Constituição. Por exemplo, serão concebidas instituições democráticas e republicanas com a função de atribuir poderes, separá-los e, às vezes, fazê-los debater uns com os outros. Existe proteção clara e explícita aos direitos dos indivíduos à vida, à liberdade, à propriedade, à busca pela felicidade e assim por diante.

Vamos colocar todas essas características em uma “caixa”, por assim dizer, chamando-a de “liberalismo” ou, de forma mais abrangente, “capitalismo liberal”.

Agora, qual a vantagem daquele conjunto de instituições políticas?

O 1º argumento é que aquele conjunto de instituições aumenta dramaticamente o nível de liberdade que um indivíduo desfruta em relação a qualquer outro tipo de sociedade que pode ser planejada: socialismo, fascismo, autoritarismo, tribalismo e assim por diante. Sob o conjunto de instituições do capitalismo liberal, os indivíduos disfrutam de um nível maior de liberdade em relação a qualquer outro sistema. A maioria de nós gosta do exercício da liberdade: gostamos de fazer as coisas do nosso jeito, expressar nossos gostos, sonhar e ser capaz de tornar tais sonhos realidade.

No entanto, o capitalista liberal também argumentará que a liberdade não é somente algo de que gostamos. Mas sim que existe uma necessidade profunda, que é parte da natureza humana, de ser quem somos e sermos capazes de viver como indivíduos livres.

Dessa forma, uma sociedade que protege e fortifica a liberdade que os indivíduos desfrutam é, por esse critério, uma sociedade boa. Seres humanos não são escravos, e não são servos. Em vez disso, eles são, por natureza, indivíduos livres. E um objetivo específico da sociedade é proteger a liberdade dos indivíduos que a compõem.

2º Argumento

Suponha que vivamos em uma sociedade liberal, na qual os direitos de propriedade, liberdade e assim por diante são protegidos. Nós teremos, então, um aumento substancial da liberdade individual.

Economistas argumentam que os incentivos ao trabalho duro dos indivíduos mudarão sob tal sistema, comparado a outras instituições. Se fizer parte de um sistema no qual sou capaz de fazer o que quiser, ganhar meu sustento da forma que quiser, eu sei que se trabalhar duro, manterei os frutos do meu trabalho — então, os indivíduos naquela sociedade trabalharão mais duro. Eles produzirão maior valor econômico. Como resultado, aquela sociedade será mais próspera economicamente.

Compare o capitalismo com outras instituições. No tribalismo, onde trabalho pelo bem da tribo, tenho algum incentivo, é claro, a trabalhar pelo bem da tribo. Ou no feudalismo, onde trabalho principalmente para os aristocratas. Ou no socialismo, onde trabalho pelo bem da sociedade como um todo. De certa forma, posso ter incentivos a trabalhar duro até o limite da minha valorização a essas instituições.

Mas até o limite que eu for capaz de trabalhar para mim mesmo, mantendo os frutos de meu próprio trabalho, eu trabalharei mais duro e aquela sociedade tornar-se-á mais próspera economicamente.

3º Argumento

Novo argumento complementar: no capitalismo, as pessoas trabalham de forma mais eficiente.

Não somente as pessoas trabalham mais duro, como também de forma mais eficiente. O capitalismo aproveita melhor o conhecimento que está disponível, mas disperso entre os milhões de indivíduos que compõem a sociedade. O capitalismo desenvolve instituições que permitem aos indivíduos coordenar seu conhecimento de uma forma melhor do que em qualquer outro tipo de sociedade.

Contraste-a com uma monarquia, por exemplo. Suponha que temos um rei tentando organizar e gerenciar uma economia. O rei pode trabalhar duro, e até pode ser muito esperto. Mesmo assim, existe um limite no conhecimento de uma pessoa, e ele poderá somente tomar decisões instintivas, de cima para baixo, de forma centralizadora. Ou poderemos ter um conselho de planificação socialista, como outro exemplo. Mesmo assim, existe um limite no conhecimento de 20 ou 30 pessoas e na qualidade das decisões que podem tomar em nome da sociedade.

Em contrapartida, o capitalismo é caracterizado por um processo decisório descentralizado. Todo mundo é livre para tomar as decisões que quiser com relação a sua vida. Além disso, cada pessoa conhece sua própria realidade; suas próprias necessidades. Portanto, são capazes de estabelecer relações com outras pessoas de forma a descobrir o que é necessário para cada situação particular, melhor do que em qualquer outro sistema.

Se ampliarmos tal verdade ao sistema de oferta e demanda e ao sistema de preços em geral, no capitalismo liberal somos capazes de coordenar impessoalmente o conhecimento de milhões de pessoas ao redor do mundo de forma muito mais eficiente do que qualquer outro sistema.

Então, os sistemas capitalistas são mais eficientes e, por funcionarem assim, tornar-se-ão mais prósperos.

4º Argumento

Outro argumento complementar. Em um sistema capitalista liberal, as pessoas são livres para viver suas vidas como quiserem. Então, o que teremos nessa sociedade é um aumento crescente da individualidade — isto é, um número maior de pessoas que fazem as suas coisas, da maneira que preferem. Elas são livres para viver suas vidas como quiserem, pensar da forma que quiserem, experimentar o que quiserem.

O argumento aqui é que as sociedades capitalistas, devido a isso, serão sociedades muito mais criativas, porque encorajam e cultivam a individualidade. Como resultado daquele aumento de criatividade, há muito mais inovação nas sociedades capitalistas em comparação a outros tipos de sociedades.

Outros tipos de sociedades — principalmente se premiam a todos que fazem a mesma coisa da mesma forma, ou se premiam a todos que seguem ordens — não encorajarão a criatividade e a inovação que ocorre nas sociedades capitalistas. Esse argumento conclui que, como resultado da criatividade e da inovação, você terá maior prosperidade econômica no capitalismo liberal.
Deste modo: as instituições liberais capitalistas — por aumentar o nível de liberdade que as pessoas disfrutam nesse tipo de sociedade — fazem com que as pessoas trabalhem mais duro, de forma mais eficiente e criativa. E é por isso que aquelas sociedades produzem muito mais riqueza do que qualquer outro tipo de sociedade.

5º Argumento

O próximo argumento não foca tanto na capacidade produtiva do capitalismo ou em quanta riqueza produz — mas sim na distribuição de riqueza na sociedade. Uma característica do capitalismo no mundo moderno, particularmente, depois da Revolução Industrial, foi o desenvolvimento da produção de mercadorias em massa, obviamente, para as massas.

Roupas, casas, carros, TVs, alimentos produzidos em massa, e assim por diante. Todas essas são coisas que aumentaram dramaticamente o padrão de vida médio.

Então, se sua medida de sociedade próspera é o aumento do padrão de vida médio, ou o aumento do padrão de vida da maioria da população da sociedade, a sociedade capitalista supera todas as outras.

Compare as sociedades capitalistas às monarquias, às sociedades socialistas, às sociedades fascistas, às sociedades tribais e assim por diante. Todas elas possuem claramente um padrão de vida muito menor, ou a maioria das pessoas vive em situação pior do que na sociedade capitalista.

6º Argumento

Nesse momento, em vez de focar nas pessoas na margem, na média ou a maioria da sociedade — poderíamos focar nas pessoas mais pobres na sociedade e considerar os efeitos do capitalismo sobre elas.

O argumento aqui é que o capitalismo, por produzir uma grande quantidade de riqueza, faz com que uma quantidade significativa dela seja reinvestida, e que o reinvestimento criará muito mais empregos. E esses empregos serão mais bem pagos como um resultado do aumento do padrão de vida geral naquela sociedade.

Assim, seria melhor ser pobre em uma sociedade capitalista do que em qualquer outro tipo de sociedade.

O argumento é que, como uma pessoa pobre (no capitalismo), você terá maior liberdade para se tornar empreendedor e melhorar sua condição de vida, já que está inserido em uma sociedade que é, no geral, mais próspera. Há mais oportunidades de emprego para você. Portanto, o capitalismo melhora a sorte das pessoas mais pobres.

Esse argumento pode ser comprovado pela história, através da análise do número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Se você analisar de forma consistente, a grande maioria das pessoas que vivia na pobreza, já não vive mais, por causa do desenvolvimento do capitalismo. Nas sociedades capitalistas avançadas, a pobreza é hoje uma questão de menor importância.

7º Argumento

Outro argumento relacionado foca nas organizações sem fins lucrativos das sociedades capitalistas. Dado que as sociedades capitalistas produzem tanta riqueza — muita dela, obviamente, é gasta diretamente em bens de consumo, e o restante é reinvestido como capital para novos projetos.

Contudo, grande parte dessa riqueza será destinada às organizações sem fins lucrativas. O argumento, então, é que o capitalismo gera uma sociedade mais robusta e saudável comparada a qualquer outro tipo de sociedade. O inheiro será destinado a hospitais que operarão como organizações sem fins lucrativos — organizações humanitárias — para instituições de pesquisa que são devotadas a estudar curas para novas doenças.

O dinheiro será destinado à assistência de pessoas que não podem trabalhar, que são pobres e que não podem conseguir emprego e, dessa forma, precisam sobreviver pela caridade de outrem. Maior caridade existirá nas sociedades capitalistas prósperas, de modo que essas pessoas se beneficiarão diretamente.

O argumento aqui é que, se você é uma pessoa doente, sem recursos, ou um deficiente físico que não é capaz de se sustentar — você quer viver em uma sociedade capitalista porque isso aumentará suas chances de obter os recursos e a ajuda para enfrentar essa difícil situação.

8º Argumento

Outro argumento complementar na área de distribuição de renda.

Em vez de focar no cidadão médio, ou no cidadão pobre, ou na pessoa que é tão fraca e desabilitada que não pode se sustentar por conta própria — poderíamos considerar os efeitos do capitalismo sobre as pessoas mais capazes, mais inteligentes; as pessoas que são os gênios criativos das artes; as pessoas que são atletas de elite; as pessoas que são intelectuais e cientistas potencialmente brilhantes.

Todas aquelas pessoas necessitam de grandes quantidades de recursos. As ciências são disciplinas intensivas em capital. Grandes artistas precisam de muito tempo livre, educação, e talvez viagens para serem capazes de fazer o que fazem. Orquestras, por exemplo, são claramente muito dependentes de capital — o custo para organizar uma é altíssimo. Ou mesmo sair em turnê com uma banda, e assim por diante.

Então, todas essas pessoas — as maiores representantes nas ciências, nas artes, nos esportes e assim por diante — nós teremos mais delas em uma sociedade capitalista de livre mercado, precisamente porque o capitalismo é capaz de gerar a riqueza para dar apoio a essas pessoas, permitindo-lhes fazer mais coisas magníficas.

9º Argumento

O próximo argumento é que, protegendo a liberdade que os indivíduos disfrutam, as sociedades capitalistas cultivarão e encorajarão uma quantia significativa de individualidade — o que significa que teremos mais pessoas felizes na sociedade.

Para sermos felizes, temos que nos dedicar às nossas coisas, da forma que acharmos melhor. A maioria de nós não gosta de receber ordens, fazer coisas que não deseja e não ser capaz de aproveitar os frutos de trabalho.
Nas sociedades capitalistas, todavia, encorajamos as pessoas a fazer o que quiserem, ter seus próprios gostos. Não lhes determinamos trabalhos específicos — permitimos que escolham qualquer carreira que quiserem. Fora do ambiente profissional, encorajamos as pessoas a terem suas próprias preferências musicais, vestirem-se da forma que desejarem, e consumir quaisquer tipos de filmes e livros que quiserem.

As sociedades capitalistas liberais encorajam a individualidade e é, precisamente, por meio dela, que podemos viver nossa vida da forma que desejarmos, tornando-nos pessoas realizadas e felizes. Outras sociedades que obrigam as pessoas a viverem de forma específica, que não permitem que façam o que desejarem, que as empregam em tarefas escolhidas pelo estado, que roubam os frutos do seu trabalho — tais sociedades diminuem a felicidade e aumentam o nível de insatisfação geral.

10º Argumento

Por encorajar maior nível de individualidade na sociedade, o próximo argumento é que as sociedades capitalistas serão sociedades mais interessantes. Esse é quase um critério estético.

Mas se você considerar o que torna ir a festas interessante, ou o que torna viajar para outros lugares do mundo interessante, nos interessados realmente em ver pessoas fazendo coisas de forma diferente, pessoas que são únicas e autênticas à sua maneira.

Então, o que obtemos em uma sociedade capitalista, devido à liberalidade, são pessoas fazendo o que querem. Você encontrará muitas pessoas excêntricas, é claro, mas elas farão coisas interessantes nas artes, nas ciências, na filosofia, nos negócios e em outros setores.

Portanto, nessas sociedades liberais ocorrerão mais atividades interessantes, sendo mais divertidas — em oposição a uma sociedade que é mais conformista e dirigida pela hierarquia ou obediência.

11º Argumento

Próximo argumento: sociedades liberais capitalistas são sociedades tolerantes.
Considere a intolerância religiosa, por exemplo: um mal social que sempre atormentou o ser humano. É precisamente naquelas sociedades que encorajaram a liberdade individual – isto é, que os indivíduos deveriam ser livres para viver sua vida como melhor lhes convier, decidir por conta própria o que considera verdade, o que considera importante, e o que fará com respeito às questões religiosas — é precisamente nessas sociedades que começamos a ver o surgimento da tolerância religiosa.

Se for uma questão de princípio que as pessoas deveriam ser livres — que vou respeitar sua liberdade de viver sua vida como lhe convier, incluindo suas práticas religiosas, e guardarei zelosamente meu direito a viver minha vida religiosa como me convier — então, na medida em que ambos aceitem aquele princípio e na medida em que temos instituições liberais capitalistas protegendo-o, teremos sociedades mais tolerantes.

12º Argumento

Próximo argumento: o capitalismo leva à redução do racismo e do sexismo.

Você pode constatar isso analisando a questão do lucro, por exemplo, o qual é uma característica notável do capitalismo. Suponha que eu seja empresário em uma sociedade capitalista, e que quero ganhar muito dinheiro. Isso é lucrar. Suponha também que eu seja um sexista tradicional — eu não sou — mas suponha que assim fosse, e estou contratando e tenho dois candidatos potenciais. Um é uma jovem mulher, que se graduou com conceito A; o outro é um homem jovem que se graduou com conceito C.

Agora, quem contratarei? Bem, o meu lado sexista dirá: “eu quero contratar o homem, não a mulher”. Contudo, o meu lado capitalista dirá: “definitivamente, contratarei a mulher, porque ela é obviamente mais experta e trabalha mais, e será capaz de me trazer lucro maior”.

Então, o lucro capitalista levará as pessoas a superar atitudes sexistas tradicionais e, como resultado, mais homens e mulheres trabalharão juntos e as atitudes sexistas tradicionais desaparecerão.

A mesma coisa acontecerá na questão do racismo. Suponha que eu seja um capitalista e também um racista tradicional. Suponha que eu não goste de trabalhar com pessoas negras; Eu sou uma pessoa branca que não gosta de trabalhar com elas. Mas suponha que eu tenha um cliente potencial que é negro e ele vem até mim e informa que deseja comprar 100 mil dólares em produtos de minha empresa.

Agora, o meu lado capitalista dirá “Bem, eu gostaria de receber 100 mil dólares em vendas”. O meu lado racista poderia dizer “Eu não gosto de negociar com negros”. Qual deles prevalecerá? O argumento é que o lucro me dá o incentivo a superar diferenças raciais e negociar de forma pacífica com vistas ao ganho-mútuo com pessoas de outras raças. E uma vez que as pessoas começarem a fazer isso, as atitudes raciais tradicionais desaparecerão.

13º argumento

E, finalmente, o argumento de que o capitalismo leva à paz internacional.

Nós podemos novamente usar o lucro como um exemplo. O capitalismo leva ao crescimento do comércio, incluindo o comércio internacional, à globalização e assim por diante. A globalização é uma das principais tendências da era capitalista.

O argumento aqui, todavia, é que se estou negociando com pessoas de outros países — são meus fornecedores e meus clientes, logo, não quero entrar em guerra contra eles.

Se pessoas de outros países estão comprando milhões de dólares em produtos anualmente, eu não quero que morram. Eu não quero desestabilizar as redes comerciais que estão colocando dinheiro no meu bolso.

O mesmo se aplica se estou negociando com pessoas de outro país — se são meus fornecedores, eu necessito obter deles as matérias-primas para manter a minha produção. Eu não quero guerrear contra aquele país, eu não quero que morram porque isso prejudicará minhas chances de lucro.

Assim, o capitalismo promove relações comerciais entre as nações, as quais dão às pessoas um incentivo a permanecerem em paz umas com as outras.

E aqui estão: 13 argumentos em prol do capitalismo liberal em mais ou menos 13 minutos.

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Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Vinicius Cintra. Graphic flowchart. English text. English and Portuguese video.

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The Love Canal Environmental Disaster — Four Decades Later [new “The Good Life” column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“First, some good news about the 1970s Love Canal environmental disaster in New York: long-term studies have shown no increase in rates of cancer or birth defects among the area’s residents. That’s welcome news, even though toxic chemicals were released into the environment, homeowners were frightened, dislocated, and suffered large losses of property value.

“Now the bad news: Love Canal is a classic example of bad journalism combined with bad philosophy that four decades later continues to infect our popular thinking and public policy.

“The story begins in the 1940s …” [Read more here.]

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Last week’s column: Our Che Guevara Problem .

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Corruption in Business — video lecture, 2014

The video of a 50-minute talk I gave at the Atlas Summit in New Hampshire in June.

Abstract: In a free market, some individuals will engage in corrupt business activities. One argument for government regulation holds that it reduces the amount of business corruption. Opponents of government regulation respond that free markets have the internal resources to control most business corruption—and that government regulation itself leads to corruption, both more and worse. How do we evaluate these competing arguments about whether corruption is worse in free-market or government-regulation systems? In this lecture, Stephen Hicks discusses both sides’ arguments and bring to bear upon them the empirical work of this generation’s social science.

Also available at YouTube.

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Our Che Guevara Problem [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“Chances are good that someone you know owns a Che t-shirt. Romanticized versions of Ernesto Guevara Lynch’s bearded face are popular on campuses and elsewhere — so popular that the American chain store Urban Outfitters planned to release a whole line of Che-inspired fashion items, and dozens of other websites offer a wide range of Che paraphernalia.

“Guevara was a Marxist who was born in Argentina, earned a position in Cuba as Fidel Castro’s economic minister, and died in a skirmish with soldiers in Bolivia.

“But here is the puzzle. In real life, Guevara was an equal-opportunity jailer, torturer, and killer. Whether it was advocates of free speech, homosexuals, those in favor of freedom of religion or who liked rock and roll music, business owners, or ideological enemies — and whether men, women, or children — he favored imprisoning, tormenting, and murdering them.

“‘To execute a man,’ Che once said, ‘we don’t need proof of his guilt.’ …” [Read more here.]

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Last week’s column: Where are All Those Free-Market Economists Who Caused the Financial Crisis?

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Where are all those free-market economists who caused the financial crisis? [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe:

“A common meme about the financial crisis blames it on capitalism run amok and holds the rise of free-market fundamentalism among economists responsible for unleashing the greed. Academic economists, the argument runs, are largely free-marketers, and they convinced politicians to deregulate important swathes of the American economy, and the unbridled capitalists then engaged in a feeding frenzy that led to the collapse. Let’s call that meme ‘The Narrative.’

“Tiny elements of The Narrative are true: there are some free-market economists, there have been some deregulations, and some capitalists have behaved badly. … [Read more here.]

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Last week’s column: Who Really Wants to Solve the Problem of Poverty?

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“Publicações em Português” — nova página

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A new page for my publications translated into Portuguese — six works so far and one forthcoming:

Publicações em Português.

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Zientkowski on human rights in Nietzsche’s philosophy

The Theory of Human Rights and Its Criticism in the Philosophy of Friedrich Nietzsche

okładka[Note: Below are the abstract and summary in English of Dr. Przemysław Zientkowski’s book, published in Polish in 2013.]

Abstract

The book is devoted to the idea of human rights in the philosophy of Friedrich Nietzsche. Its main objective is to respond to Nietzsche’s critique of eternal and individual human rights.

Two major theses are advanced. The first is that — despite the fact that Nietzsche consistently rejected the existence of human rights — their elements are present in his philosophy. The second is that Nietzsche’s philosophy cannot in any way be regarded as the substructure of the criminal ideology of Nazism.

The book outlines the historical background from ancient times to the French Revolution, thus proving that the idea of human rights is rooted in the natural law. It also raises issues Nietzschean philosophy of law and politics as well as their social and moral consequences. The book focuses only on fundamental human rights, which are, in the opinion of the author, in accordance with the natural law and consist of the right to life, the right to liberty, and the right to equality.

Summary

The twenty-first century can be characterized by a specific kind of fashion for human rights. The idea is present in almost every domain of the human life. It is examined on every possible ground, in theory and in practice. It is present in science, politics, work and even religions. Human rights and, strictly speaking, issues concerning their observance or violation, appear as an international burning issue on all continents. Basically, it is impossible to avoid speaking about them.

Another omnipresent intellectual fashion in the twenty-first century is Friedrich Nietzsche and his works. The works are comprehended both in the strictly philosophical (scientific) categories and more theoretical, culture-and opinion-forming categories. The trend started to appear already in the second half of the twentieth century; however, no sooner than in the second and third generation after World War Two, Nietzsche definitively stopped being connected with the criminal system of the Nazism.

In the light of the above tendencies, it is impossible to avoid an attempt to compare the Nietzschean philosophy with the concept of human rights. It was only a matter of time to try to raise the issue and make an analysis of the available material.

The purpose of this book is an attempt to present a response to the definition of “top-down imposed, eternal, individual human rights” in Nietzschean philosophy. In Nietzsche’s opinion, in his contemporary reality, these rights — instead of supporting, leading and emphasizing brilliant individuals — only eliminated natural disproportions and differences between people, transforming exceptional individuals into a plain, identical mob. These rights were understood by Nietzsche strictly in the context of the natural law doctrine. Through his works he indicated its twilight to finally announce the non-existence of human rights.

The intention of the author is also to present some Nietzschean light-heartedness. We cannot, however, accuse the philosopher of the lack of responsibility for his works. He could not, after all, even suspect what social and moral consequences he would bear for the use of his authority by the Nazis — along with posthumous putting in line with the largest criminals of the twentieth century. In his works, Nietzsche often accuses Jean-Jacques Rousseau of the preparation of revolutionary ideology. He defines him as the initiator of the most bloody farce that affected the mankind and, with all strictness, stigmatizes him. Instead, he turns out to be the victim of an unusual perversity of history, which manifests itself in the fact that it is nobody else but the author of Beyond Good and Evil to have been declared inspirer of a significantly bloodier and far greater “farce”, which broke out 150 years later.

This book, despite the fact that it is an integral whole, consists of three basic parts, conventionally called the introducing, historical and Nietzschean parts. Although they are not clearly separated, they form a comprehensible composition that enables tracking human rights from the oldest times, their beginnings to the interpretation of Friedrich Nietzsche. It is extremely important in the context of the foundation of human rights. The Nietzschean philosophy and an attempt to include it in Nazism close, in the opinion of the author, the chapter of natural law of human right understanding.

przemek-nietzsche-cover-150pxChapter One characterizes basic notions, presenting them as mandatory definitions in this book. It seems that without standardization of basic concepts, such as human rights, natural law, dignity or human being, there is no possibility of a reliable formulation and defense of the formulated thesis statements.

Chapter Two outlines those primary human rights the book is devoted to, such as the right to life, equality and freedom.

Chapter Three is devoted to the presentation of historiosophical outline starting with the Hebrew tradition, the thought of ancient Greece, to the concepts of the Middle Ages.

Chapter Four discusses the modern theories of human rights from the doctrines of the Renaissance, to the Enlightenment and revolutionary legal-human initiatives.

In both historical chapters the context of explaining natural rights and human rights being, their consequence remains meaningful. It is important insofar because it had a real impact on shaping the views of Friedrich Nietzsche.

Chapter Five of the book briefly presents the life and views of Friedrich Nietzsche and indicates inspirations of social thought of the author of The Gay Science.

Chapter Six introduces the socio-political thought of Friedrich Nietzsche, and strictly speaking the Nietzschean interpretation of the major doctrines having an effect on formation of his visions of human rights.

Chapter Seven presents the human’s dependence on the state instruments.

Chapter Eight contains the Nietzschean vision of rights — mostly in the perspective of subjective rights, as the sphere of abilities of individuals to act limited by instructions of legal norms, and also as the spheres of freedom of behaviors, namely certain activities or omissions resulting from broadly understood nature.

The last chapter, Chapter Nine, presents the social and moral consequences of the thoughts of the German philosopher, mainly through heresy, namely the selection of certain behaviors in the context of law and morality, the author of The Gay Science created a background that his philosophy was used to crush the natural and inviolable rights of every human.

The impact of Friedrich Nietzsche’s thoughts was and has been multi-directional. In the context of human rights, to recognize a person as a biological being with a suggestion that he is the creator of culture, knowledge and the legislator of the systems of values remains meaningful.

A broad bibliography on the subject includes biographies of the author of Beyond Good and Evil, reasons and comments to the works of Nietzsche from all the areas of philosophy, from aesthetics to metaphysics inclusively, in addition, it touches the issues related to philology, theology, psychology and sociology. When analyzing nearly the whole scope of social life, the interpreters of the Nietzschean thought very often ignore the categories of law and politics. It clearly indicates a deeper need to analyze that issue.

The purpose of the author was to write a book of interdisciplinary nature. Although it is firmly based on the philosophical ground, in its essence it touches the issues related to law and political sciences.

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[For more information, please contact Dr. Zientkowski at przemyslawzientkowski [at] op.pl.]

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Who Really Wants to Solve the Problem of Poverty? [new The Good Life column]

The opening of my latest column at EveryJoe: “Let me share with you the most impressive number of our generation: 600 million.

“That is how many people have been lifted out of extreme poverty in the last 25 years. Never before in history have so many raised themselves to a minimum level of comfort.

“The poverty line is a matter of controversy …” [Read more here.]

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Last week’s column: Taking Modern Artists at Their Word.

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